Chuva de meteoros Líridas: veja imagens do fenômeno

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a chuva de meteoros Líridas, ativa todos os anos entre os dias 16 e 25 de abril, atinge a máxima nas noites de terça (21) e quarta-feira (22), quando as chances de se ver rastros de luz no céu são maiores. E nós selecionamos imagens incríveis do fenômeno!

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Essa é a primeira chuva de meteoros a ocorrer depois da “seca” que se dá após a Quadrântidas, que ocorre entre dezembro e janeiro. E é por encerrar esse período e também pelo fato de a chuva anterior praticamente não ser visível do Brasil que, para muitos, Líridas é considerada a primeira das grandes chuvas de meteoros do ano.

Chuva de meteoros Líridas captada de uma margem do Lago Seč, na República Tcheca, em 2012. – Crédito: Petr Horálek/APOD-NASA

Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, a Líridas é a mais antiga chuva de meteoros conhecida, sendo relatada há mais de 2,7 mil anos pelos chineses. 

Ela ocorre quando a Terra atravessa a nuvem de detritos deixada pelo Cometa C/1861 G1-Thatcher. Para nós, brasileiros, ela não é uma chuva tão intensa. “Por aqui, teremos algo entre 5 e 11 meteoros por hora, mas apenas em locais escuros, afastados dos grandes centros urbanos. Ainda assim, é uma boa oportunidade para encerrar a ‘abstinência’ dos observadores de meteoros”.

Confira registros incríveis da chuva de meteoros Líridas

Abaixo seguem algumas imagens da chuva de meteoros Líridas registradas na primeira noite de pico – lembrando que eta noite tem mais!

Meteors from last night/this morning. pic.twitter.com/JliRWqrgmX

— EricTheCat 🇺🇸 (@EricTheSpaceCat) April 20, 2026

A few Lyrid meteors from last night! The shower peaks tonight, up to 20 meteors per hour are possible.#Lyrids #MeteorShower #NightSky pic.twitter.com/sd4KiWQwRU

— Jeremy Cruz (@J_master_caster) April 21, 2026

“A Glutton For Punishment”

Jumping Pound, West of Calgary Alberta
The title of this timelapse has got to do with my obsession with reflection foregrounds for shots of the aurora borealis northern lights. This particular spot is located 100 metres from Highway 1 so the lights of… pic.twitter.com/mc2ByJMQVR

— Harlan Thomas (@theauroraguy) April 20, 2026

Jumping Pound Alberta 20260420T1020Z

A Lyrid meteor graces the skies with the aurora borealis northern lights, this was an early morning show, I left the house at 0830 UTC, and got home at 1245 UTC. pic.twitter.com/YQMj10ticc

— Harlan Thomas (@theauroraguy) April 20, 2026

More pictures of the Lyrid Meteor Shower. #Lyrid #Meteorshower #Astrology #Shootingstar pic.twitter.com/7wmobmF1TQ

— Luce🤍 (@Lucehagley) April 22, 2026

A few Lyrid meteors from last night! The shower peaks tonight, up to 20 meteors per hour are possible.#Lyrids #MeteorShower #NightSky pic.twitter.com/sd4KiWQwRU

— Jeremy Cruz (@J_master_caster) April 21, 2026

Large fireball over Harrison this morning. #arwx #Arkansas #meteorshower pic.twitter.com/k8iQ2rL5zl

— Arkansas | Missouri – Weather Network (@HarrisonWxCam) April 22, 2026

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O que são meteoros

Um meteoro, popularmente conhecido como “estrela cadente”, nada mais é do que um fenômeno luminoso que ocorre quando um pequeno fragmento de rocha espacial atravessa nossa atmosfera em altíssima velocidade. 

“Quando isso acontece, esse fragmento comprime e aquece muito rapidamente o gás atmosférico à sua frente, formando uma bolha de plasma (gás aquecido e ionizado) que brilha como uma lâmpada por um tempo muito curto, de uma fração de segundo a, no máximo, alguns poucos segundos”, explica Zurita.

Meteoros são fenômenos comuns e podem ser vistos com frequência em todas as noites. No entanto, em certas épocas do ano, a Terra atravessa uma área do céu que contém uma quantidade maior de detritos deixados por cometas ou asteroides. Quando isso ocorre, vários desses fragmentos atingem a atmosfera ao mesmo tempo, formando as chuvas de meteoros.

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Zurita explica que todos os meteoros de uma mesma chuva atingem a atmosfera paralelamente uns aos outros. “Isso porque seguem aproximadamente a mesma órbita do cometa ou asteroide que deu origem a eles”. 

Entretanto, devido ao efeito de perspectiva, para um observador na Terra, esses meteoros parecem se originar de um mesmo ponto no céu, chamado de radiante. No caso da Líridas, esse radiante fica na Constelação da Lira – o que dá nome a essa chuva.

Como Lira é uma constelação da região norte do céu, Líridas é melhor observada nos países do Hemisfério Norte, onde deve apresentar até 18 meteoros por hora. “Aqui no Brasil, quanto mais ao norte estiver o observador, mais meteoros terá chance de ver”, explica o epecialista. Um app de observação, como StellariumStar WalkSky Safari ou SkyView, pode ajudar a encontrar a constelação.

Zurita destaca, no entanto, que, embora o radiante da Líridas seja em Lira, não é preciso estar olhando na direção dela para ver os meteoros, pois eles podem aparecer em todas as partes do céu. “Conhecer a localização do radiante ajuda a distinguir os meteoros lirídeos de outros meteoros esporádicos ou de outras chuvas menores que podem ocorrer na mesma noite”.

Flavia Correia

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Flavia Correia