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SigaGoogle DiscoverReprodução/Agência Internacional de Energia Atómica1 de 1 Foto histórica da demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez – Metrópoles
– Foto: Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
O lançamento da minissérie Emergência Radiotiva, da Netflix, deu mais uma vez visibilidade para o trágico acidente radiológico do césio-137, em Goiânia (GO) e contribuiu para que as histórias reais das vítimas e sobreviventes voltassem à tona, mesmo quase quarenta anos depois do caso.
Nas redes sociais, por exemplo, a neta do engenheiro do Programa Nuclear Brasileiro que atuou na identificação do material radioativo compartilhou detalhes inéditos sobre o combate das autoridades goianas à contaminação.
“Foi através do meu avô, Sebastião Maia de Andrade, gerente da Nucleobrás (Empresas Nucleares Brasileiras S/A) que a Vigilância Sanitária conseguiu o aparelho para medir a radiação”, contou.
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No relato, ela explica que foi graças ao aparelho cedido pelo engenheiro nuclear que as autoridades conseguiram medir a radiação das pessoas e dos locais que foram contaminados pela cápsula encontrada no ferro-velho.
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Sebastião Maia de Andrade, engenheiro nuclear responsável por identificar a radiação no episódio césio 137 em Goiânia (GO)
Reprodução/O Popular2 de 26
Telegrama enviado por gerente da Vigilância Sanitária de Goiânia (GO) revela participação de engenheiro nuclear no episódio césio-137
Reprodução/Redes sociais3 de 26
Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia
Reprodução4 de 26
Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica5 de 26
Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica6 de 26
Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137
Reprodução/TV Anhanguera7 de 26
Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera8 de 26
Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)9 de 26
Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)10 de 26
Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária
Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 11 de 26
Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
Arquivo/Polícia Federal12 de 26
Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade
Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 13 de 26
Velório das vítimas
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)14 de 26
Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia
Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 15 de 26
Vítima do acidente se despede de parentes enquanto é levada para tratamento no Rio de Janeiro (RJ)
Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 16 de 26
Equipe médica do HGG que cuidou das vítimas do Césio-137
Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 17 de 26
Local onde rejeitos do Césio foram depositados
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)18 de 26
Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade
Vinícius Schmidt/Metrópoles19 de 26
Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio
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Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia
Vinícius Schmidt/Metrópoles21 de 26
Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado
Vinícius Schmidt/Metrópoles22 de 26
Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio
Vinícius Schmidt/Metrópoles23 de 26
Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local
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Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local
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Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137
Vinícius Schmidt/Metrópoles26 de 26
Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Na publicação, ela compartilhou um telegrama da época que explica como o aparelho da estatal foi responsável por confirmar a radição da cápsula descartada de forma irregular no ferro-velho.
“Fui procurado por dois funcionários da saúde e um físico, Walter, que solicitaram o empréstimo do aparelho para medir radioatividade”, conta.
“Me aproximando do local da radiação e aproximadamente a 100 metros da casa, onde se encontrava a peça contaminada, a radioatividade detectada pelo cintilômetro spp 2 foi superior a 15 mil CPS (quantos raios ou partículas atingiram o detector) e assim sendo, disse aos funcionários que teríamos de tomar providências imediatas”, relatou o engenheiro.
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Césio-137: o chocante relato da mãe da “menina Celeste” da vida real
Duas horas e meia depois, a região havia sido isolada pelas autoridades. No dia seguinte, funcionários da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) já estavam no local realizando testes e medidas de prevenção de danos.
“Foi meu avô quem acionou primeiro a Comissão Nacional de Energia Nuclear. Ele foi peça-chave na cadeia que levou à resposta oficial ao maior acidente radiológico do Brasil”, destacou.
“Histórias como essa não podem ser esquecidas, nem apagadas. A verdade também é memória”, completou.
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Uma publicação partilhada por Ana Gabriela Maia | Psiquiatra Rio de Janeiro (@draanagabrielamaia)
Mais de 100 mil pessoas foram testadas após acidente radiológico em Goiânia
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, mais de 112 mil pessoas foram monitoradas nos meses que seguiram o acidente do césio-137 em 1987. Ao todo, 249 apresentaram algum nível de contaminação, e 129 precisaram de acompanhamento médico.
Dentre as vítimas, quatro morreram em decorrência do contato direto com a radiação. Outras faleceram anos depois, devido às sequelas físicas e psicológicas deixadas pela contaminação.
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Leide das Neves Ferreira, uma das mais marcantes vítimas do Césio-137
Divulgação2 de 4
Israel Baptista dos Santos, vítima do Césio-137
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Devair Alves Ferreira
Reprodução/TV Globo4 de 4
Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
Arquivo/Polícia Federal
Série Emergência Radioativa trouxe visibilidade para o episódio Césio-137
Produzida pela Netflix e lançada no dia 18 de março, Emergência Radioativa parte das histórias reais das vítimas, sobreviventes e desdobramentos do caso como base para a construção da trama ficcional.
O protagonista Márcio, por exemplo, interpretado por Johnny Massaro, representa diferentes cientistas que atuaram diretamente no combate à contaminação. Como, por exemplo, o físico Walter Mendes Ferreira, um dos primeiros a identificar a radiação.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles
