A Prefeitura de Cruzeiro do Sul passou a contar, nesta semana, com uma unidade móvel mecanizada para produção de farinha, iniciativa que deve modernizar a mandiocultura no Vale do Juruá. O equipamento surge como alternativa ao modelo tradicional, oferecendo mais rapidez no processamento, redução de custos e melhor padrão do produto final.

Unidade móvel mecanizada para produção de farinha: Foto/Reprodução
Totalmente estruturada, a casa de farinha funciona de forma independente, equipada com gerador próprio, o que permite sua utilização até mesmo em comunidades rurais de difícil acesso. O sistema reúne todas as etapas da produção, incluindo lavagem, descascamento, trituração, prensagem, peneiramento e torrefação, possibilitando que o trabalho seja realizado diretamente no local de colheita.
Um dos principais benefícios apontados por técnicos é a mobilidade do equipamento. Isso porque a mandioca perde qualidade pouco tempo após ser retirada do solo. Com o processamento imediato, os produtores conseguem preservar melhor as características do produto e elevar o padrão da farinha.
O investimento, de aproximadamente R$ 201 mil, foi viabilizado por meio de emenda parlamentar e integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da produção de mandioca, atividade essencial para a economia local. Atualmente, Cruzeiro do Sul produz cerca de 500 mil sacas de farinha por ano, gerando um volume financeiro estimado em R$ 75 milhões.
Segundo a Secretaria Municipal de Agricultura, a expectativa é ampliar a produção com o uso da mecanização, além de impulsionar toda a cadeia produtiva, incluindo a comercialização. A medida também deve contribuir para aumentar a renda dos agricultores e diminuir a dependência de processos manuais mais desgastantes.