Buraco gigante aberto no Sol se volta em direção à Terra – o que pode acontecer

Um grande buraco coronal identificado no nordeste do Sol no início da semana agora está voltado diretamente para a Terra. Essa posição, chamada de geoefetiva, favorece o envio de partículas solares ao planeta, com o vento solar associado ao fenômeno pode atingir velocidades de até 700 km/s.

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A chegada desse fluxo deve provocar alterações no campo magnético da Terra entre esta sexta-feira (17) e sábado (18). Segundo o site EarthSky.org, especialistas preveem também a formação de uma região de interação corrotativa (CIR), fenômeno que ocorre quando correntes de vento solar mais rápidas alcançam fluxos mais lentos, criando uma área de compressão no espaço. Essa interação intensifica os efeitos sobre o campo magnético do planeta.

Imagem do satélite GOES-19 mostra um enorme buraco coronal que se abriu esta semana no Sol se voltando em direção à Terra – Crédito: NOAA/GOES

Efeitos do material disparado pelo buraco do Sol na Terra

Com essa combinação, o campo magnético terrestre pode variar de instável a ativo. Há previsão de tempestades geomagnéticas de nível G1 (fracas), com possibilidade de alcançar G2 (moderadas) ou até G3 (fortes), em uma escala que vai até G5. 

O Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) emitiu alerta para tempestade geomagnética de nível G2. Já o serviço meteorológico do Reino Unido, Met Office, aponta chance de intensificação do evento, com possibilidade de atingir nível G3, caso o fluxo de partículas solares aumente. 

Um dos principais impactos é o aumento da visibilidade das auroras boreais. Em situações mais intensas, esse fenômeno pode ser observado em latitudes mais baixas do que o normal, alcançando regiões do globo onde raramente aparece.

As auroras ocorrem quando partículas carregadas do vento solar atingem o campo magnético da Terra e são direcionadas para a alta atmosfera. Ao colidirem com gases como oxigênio e nitrogênio, liberam energia em forma de luz, criando os característicos tons verdes, vermelhos e roxos no céu.

Previsão de aurora no Hemisfério Norte para este sábado (18) – Crédito: Met Office

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Auroras podem vir com “brinde”

O período coincide com outro evento astronômico: a chuva de meteoros Líridas. Diferentemente das auroras, esse fenômeno pode ser observado em várias partes do mundo, desde que o céu esteja escuro e sem nuvens.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a chuva de meteoros Líridas está ativa entre os dias 16 e 25 de abril, com pico previsto para a madrugada da próxima quarta-feira (22). Ela recebe esse nome porque o chamado radiante fica na constelação de Lira, mas os meteoros podem ser vistos em várias partes do céu. 

Flavia Correia

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Flavia Correia