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SigaGoogle DiscoverReprodução/Jardim dos Orixás1 de 1 Animação gerada por Inteligência Artificial (IA) traz entidades de religiões de matriz africana como protagonista de histórias para crianças
– Foto: Reprodução/Jardim dos Orixás
Na contramão das “novelinhas de frutas” que dominam e causam alarde nas redes sociais, outras animações mostram que existem muitos caminhos quando o assunto são conteúdos gerados por ferramentas de Inteligência Artificial (IA). O fenômeno que causou polêmica ao roubar a identidade de personagens ou influenciadoras famosas agora ganha um novo propósito nas mãos de internautas que planejam gerar conscientização e inclusão com as ferramentas de geração de imagens.
É o caso, por exemplo, da publicitária musical Isabella Ramos, responsável pelo projeto Jardim dos Orixás. Com estética que simula a técnica do stop-motion, ela usa a IA para produzir animações musicais que traduzem para crianças os valores e ensinamentos das religiões de matrizes africanas.
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Com uso da IA, produtora musical faz animações que introduzem às crianças conceitos e valores das religiões de matrizes africanas
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Entidades de crenças da Umbanda e Candomblé são protagonistas nas animações
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Animações ilustram músicas educativas autorais atreladas ao projeto
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A iniciativa busca conscientizar crianças sobre valores com ancestralidade e resistência negra
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Com uso da IA, produtora musical faz animações que introduzem às crianças conceitos e valores das religiões de matrizes africanas
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“Dentro do meio musical, principalmente quando eu e minha família trabalhávamos com música urbana, nós sofríamos diversos preconceitos religiosos, e com isso criamos uma empresa voltada para músicas de terreiro que é a Orixás Produtora. E nesse caminho, eu comecei a notar uma grande quantidade de crianças que acompanham os pais nos nossos eventos e que cresceram dentro de terreiros e barracões, assim como eu e meu irmão”, compartilha.
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O nascimento dos sobrinhos, há um ano, foi responsável por aflorar o sonho da produtora de criar conteúdos voltados ao público infantil. “Eu queria uma maneira simples e lúdica deles entenderem a ancestralidade, a luta, a resistência, e até a religião à qual a família segue, pois desde os primeiros meses eles vão em terreiros.”
Além das animações em Inteligência Artificial, que trazem como personagens entidades como Yemenjá e Iroko, o Jardim dos Orixás conta também com dois volumes de músicas originais, entre canções de roda e cantigas de ninar. As composições ensinam coisas como o respeito aos mais velhos, a importância de uma alimentação balanceada ou quais são os Orixás que regem cada um dos dias da semana.
“Hoje as músicas que eu crio para o Jardim são mais interativas. Crio ‘atividades’ ligadas a cada Orixá ou entidade para que a cultura e a ancestralidade façam parte da vida daquela criança que está vendo e ouvindo de modo natural e cotidiano”, detalha.
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O próximo passo, segundo a produtora, é expandir o projeto para a incluir crianças com necessidades especiais. “Uma mãe que os filhos são autistas me contou que Jardim dos Orixás virou o refúgio deles. Então estou estudando e conversando com alguns profissionais sobre o modo como posso fazer vídeos mais inclusivos”, planeja.
Novelinhas das Frutas e o mau uso da IA
Apelidadas de “novelinhas das frutas”, animações com Inteligência Artificial (IA) se tornaram fenômeno em plataformas como Instagram e TikTok e se tornaram motivo de preocupação para especialistas e autoridades.
Os vídeos virais colocam personagens inspirados em frutas em tramas adultas que envolvem sexo, crimes e conflitos amorosos. E por trás da diversão das narrativas ridicularizadas pela estética infantil, está um movimento digital que reforça estereótipos de gênero e relativiza casos de violência contra a mulher.
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Novela de frutas
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Vídeos de novela das frutas viralizou nas redes sociais
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Vídeos contam histórias de personagens quesão frutas, como a Moranguete e o Abacatudo
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Vídeos viralizaram nas redes sociais com histórias de frutas
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Novela das frutas tomam conta do algoritmo das redes sociais
Reprodução/ Redes Sociais
“Esse estilo bem cartunesco deixa difícil não só para os pais, mas também para as plataformas entenderem para quem esse tipo de conteúdo é voltado”, alerta o professor Thiago Costa, pesquisador do Laboratório CultPop da Universidade Federal Fluminense (UFF).
“Por mais que os vídeos sejam nitidamente voltados para o público adulto, a estética quase infantil faz com que eles facilmente se passem por conteúdo infantil. E as ferramentas usadas pelas plataformas talvez ainda não sejam suficientes para impedir que as crianças tenham acesso“, explica
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles
