Acre entra na rota estratégica do tráfico internacional, aponta Fórum de Segurança

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover rota, que começa na região de Ucayali, no Peru, atravessa o Acre e segue pela BR-364, integra um dos principais corredores logísticos do tráfico. — Polícia Civil da Paraíba

O Acre voltou ao centro das atenções no avanço do crime organizado no Brasil. Um levantamento, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que a chamada Rota do Vale do Juruá – que liga o Peru ao território acreano – é um dos caminhos utilizados para a entrada e distribuição de drogas no país, conectando a região a uma rede cada vez mais ampla de facções. As informações ganharam projeção nacional em matéria publicada, nesta segunda-feira (13), na Folha de São Paulo.

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A rota, que começa na região de Ucayali, no Peru, atravessa o Acre e segue pela BR-364, integra um dos principais corredores logísticos do tráfico. A partir dela, a droga é escoada para outros estados, abastecendo mercados dominados por organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), que hoje atuam em escala nacional e internacional.

Esse cenário faz parte de uma estratégia mais ampla das facções, que deixaram de atuar apenas localmente e passaram a operar como redes articuladas, com foco na expansão territorial e no aumento dos lucros. Enquanto o PCC investe em logística e exportação, o CV aposta no controle de áreas estratégicas, especialmente na região Norte, onde rotas fluviais e de fronteira facilitam o transporte.

A presença dessas rotas mostra a importância geográfica do Acre dentro do tráfico internacional, especialmente por sua proximidade com países produtores de cocaína. Nesse contexto, alianças entre facções e grupos regionais têm se intensificado, transformando o estado em peça-chave na engrenagem do crime organizado.

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