Uma abordagem de rotina revelou uma situação de alto risco em uma rodovia do Acre. Na manhã desta sexta-feira (10), agentes da Polícia Rodoviária Federal identificaram o transporte irregular de substâncias perigosas durante fiscalização na BR-317, no município de Capixaba.

Segundo a PRF, a situação apresentava diversas irregularidades: Foto/Reprodução
O veículo abordado, que operava como táxi, levava um passageiro acompanhado de uma carga incomum: 12 galões com capacidade aproximada de 20 litros cada, somando cerca de 240 litros de produtos químicos classificados como nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Segundo a PRF, a situação apresentava diversas irregularidades. O carro não possuía qualquer tipo de sinalização indicando o risco da carga, não dispunha de equipamentos obrigatórios para emergências e o motorista não tinha a qualificação exigida para o transporte desse tipo de material. Além disso, o volume armazenado em cada recipiente ultrapassava o limite permitido pela legislação.
Especialistas alertam que substâncias com potencial de risco ambiental podem provocar irritações na pele, danos à visão e até complicações respiratórias. Em caso de acidente, o impacto poderia ser ainda mais grave, especialmente considerando que a rodovia corta áreas com pontes e proximidade de rios, o que poderia causar contaminação hídrica e prejuízos ao ecossistema.
Outro fator preocupante é a ausência de identificação da carga, que dificultaria a atuação de equipes de emergência em uma eventual ocorrência, elevando os riscos durante o atendimento.
O condutor afirmou que fazia apenas o transporte a pedido de uma empresa do ramo agropecuário e disse desconhecer os perigos envolvidos. Ainda assim, a prática foi enquadrada como crime ambiental, conforme a legislação vigente.
Os produtos foram apreendidos com apoio do IBAMA, e tanto o motorista quanto a empresa responsável deverão responder pelo caso. A ocorrência foi encaminhada ao Ministério Público, que ficará responsável pela análise das medidas legais.
