Secretário nega perseguição política e garante entrega da primeira etapa do hospital de Feijó

Em entrevista, Calixto afirmou que a relação entre o governo estadual e a prefeitura é pautada por cooperação institucional e negou qualquer retaliação

Durante reunião da Comissão de Saúde Pública na Assembleia Legislativa do Acre, realizada nesta terça-feira (3), o secretário de Governo, Luiz Calixto, rebateu as declarações do prefeito de Feijó, Railson Ferreira, que havia sugerido existir perseguição política por parte do Estado no andamento das obras do hospital do município.

Em entrevista, Calixto afirmou que a relação entre o governo estadual e a prefeitura é pautada por cooperação institucional e negou qualquer retaliação.

Luiz Calixto é secretário de Governo/Foto: Reprodução

“Não há, da parte do governo, nenhuma perseguição política, como disse o prefeito, seja para Feijó ou para qualquer município deste estado. O governo Gladson Cameli é um governo que é marcado pelo seu estilo democrático, pelo seu estilo participativo. Então, não procedem essas informações. Muitas vezes, em debate político, as pessoas se exasperam e falam coisas que não devem. Porque eu queria entender como é que alguém persegue alguém politicamente fazendo concessões?”, declarou.

O secretário também afirmou que o Executivo estadual tem mantido postura colaborativa com o município.

“O Governo do Estado foi extremamente generoso com a Prefeitura de Feijó, sempre foi atencioso com a Prefeitura de Feijó e, mais, continuará sendo, continuará fazendo os convênios, celebrando as parcerias, porque nós não somos, não, não somos governo de um partido; somos governo do povo acreano. Portanto, não procede, desconheço, e o próprio prefeito sabe das parcerias que nós firmamos com o município dele”, acrescentou.

Durante a audiência, o governo reafirmou que a primeira etapa da construção do hospital será concluída até 30 de abril. Segundo Calixto, a unidade começará a operar inicialmente em seu primeiro bloco a partir dessa data.

“O hospital passa a funcionar no seu primeiro bloco a partir do dia 30 de abril. Os atrasos na obra não são atrasos que dependem da nossa vontade, que dependem da nossa decisão. Nós não nos sentimos confortáveis com esta situação. Ela é desgastante para todos, principalmente para a população de Feijó, que carece de um atendimento mais humanizado. Mas nós não podemos passar por cima dos regramentos, por cima da burocracia que existe na celebração deste convênio. Tudo o que é feito é feito de forma transparente, de forma íntegra, e o Estado é ciente das suas responsabilidades”, pontuou.

Ele ainda destacou que parte das dificuldades enfrentadas foge ao controle da gestão estadual, mas garantiu que o cronograma será cumprido.

“Nós temos coisas que são alheias à nossa vontade, que fogem ao nosso controle. Mas, dia 30 de abril, se Deus quiser, a primeira etapa da construção deste hospital será entregue e nós imediatamente iniciaremos a segunda etapa, desta feita com recursos próprios, para que não fiquemos amarrados ou condicionados à burocracia que é de um convênio com o Governo Federal”, finalizou.

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