Com a elevação do nível do Rio Juruá, moradores de Cruzeiro do Sul já enfrentam os primeiros transtornos causados pela cheia. Em áreas ribeirinhas e bairros mais baixos, a água começa a invadir quintais e se aproximar das residências, aumentando a preocupação das famílias.

“A gente já fica em pânico. Todo ano precisa sair de casa, porque lá é baixo: Foto/Reprodução
Um morador de uma das regiões afetadas relatou que o lago já cobriu o terreiro de sua casa, reacendendo o temor de precisar deixar o local. Segundo ele, apesar de ser uma situação recorrente, o sentimento é sempre de apreensão. “A gente já fica em pânico. Todo ano precisa sair de casa, porque lá é baixo. Agora estamos esperando, só vamos sair mesmo se cobrir o trapiche”, contou.
A rotina das famílias também tem sido impactada, principalmente para quem tem crianças. O acesso a serviços básicos se torna mais difícil com o avanço da água. “Quando alaga, se não tiver uma canoa, não dá pra sair nem pra comprar comida. Fica tudo alagado”, relatou o morador.
Pescador e residente da região há mais de 50 anos, ele afirma conhecer o comportamento do rio, mas destaca as dificuldades enfrentadas durante o período de cheia. Entre os principais problemas estão a mobilidade e o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica.
“Quando começa a alagar, a luz pode ser cortada. Aí fica mais difícil ainda, porque não tem como conservar os alimentos. E pra sair de casa, só com canoa mesmo”, explicou.
Com o rio já acima da cota de transbordamento, a tendência é que mais áreas sejam atingidas nos próximos dias, caso o nível continue subindo. Enquanto isso, moradores seguem em alerta, monitorando a situação e se preparando para uma possível retirada.
