Juruá Informativo

Representantes indígenas participam de filiações ao PT durante encontro em Cruzeiro do Sul

De olho nas eleições de 2026, lideranças indígenas do Acre têm intensificado a articulação política para ampliar a presença nos espaços de poder. Nesta quinta-feira (26), em Cruzeiro do Sul, representantes de diferentes povos participaram de uma plenária que marcou novas filiações ao Partido dos Trabalhadores, com foco na construção de um projeto coletivo de representatividade.

O encontro reuniu integrantes das etnias Huni Kuin, Yawanawa e Ashaninka: Foto/Reprodução

O encontro reuniu integrantes das etnias Huni Kuin, Yawanawa e Ashaninka, que passam a integrar uma frente política com o objetivo de disputar vagas no Legislativo estadual e federal.

Durante o evento, o presidente estadual do PT, André Kamai, destacou o simbolismo da união entre os povos indígenas em torno de um mesmo projeto político, classificando o momento como histórico. “Filiamos aqui mais de 15 pessoas no Partido dos Trabalhadores, fortalecendo a nossa luta aqui no Vale do Juruá”, declarou Kamai durante seu discurso. “Filiamos também três pré-candidatos, o nosso companheiro Isaac Piyãko, o nosso companheiro Manuel Siã Kaxinawa e o nosso companheiro Ninawa Huni Kui. A gente tem certeza absoluta que a unidade dos povos indígenas vai possibilitar que nós tenhamos no futuro um representante indígena na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal”.

Durante o evento, o presidente estadual do PT, André Kamai, destacou o simbolismo da união entre os povos indígenas em torno de um mesmo projeto político: Foto/Reprodução

Entre os nomes citados, Isaac Piyãko reforçou que a atuação política deve ultrapassar as pautas específicas dos povos originários. “Não vim para governar só para os povos indígenas, vim para governar para todos”, afirmou.

A mobilização ocorre em um contexto de retomada de políticas públicas voltadas aos povos indígenas no país. No Acre, avanços recentes incluem a regularização de territórios, como as Terras Indígenas Arara do Rio Amônia e Rio Gregório, além do andamento de processos como o da TI Nawa, na região do Juruá.

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