Um áudio que circula em grupos de WhatsApp provocou preocupação entre moradores de Acrelândia, no interior do Acre. O material, ao qual o ContilNet teve acesso, traz o relato de uma mãe que afirma que a filha teria sido alvo de uma tentativa de sequestro enquanto retornava para casa acompanhada de uma colega.

Um áudio que circula em grupos de WhatsApp provocou preocupação entre moradores de Acrelândia: Foto/Ilustrativa
Segundo o conteúdo compartilhado, o caso teria ocorrido nesta semana no bairro Portelinha. A mulher afirma que homens em um Fiat Uno branco teriam abordado as adolescentes nas proximidades da rua do antigo Paulo Fiteiro. No mesmo áudio, ela menciona ainda um outro episódio semelhante que teria acontecido dias antes, também envolvendo uma criança e o mesmo modelo de veículo.
“Acabou de acontecer um negócio aqui na Portelinha, perto de casa. Minha filha foi comprar um cigarro com uma colega, que é babá dos meninos, e, quando elas vinham voltando, uns caras num Fiat Uno branco tentaram pegar elas aqui perto da rua do Paulo Fiteiro, do antigo Paulo Fiteiro”, relata a mulher.
Visivelmente abalada, ela descreve o momento de tensão vivido pelas jovens. “O menino saiu com o terçado para fora, porque eles acharam que também estavam tentando arrombar, e, na hora, esse Fiat passou por elas. Eu tô tão nervosa, gente, que não tô conseguindo nem contar direito. Minha filha acabou de chegar aqui em desespero, entendeu?”, acrescenta.
Ainda na gravação, a moradora faz um alerta à comunidade e afirma que situações anteriores não teriam sido levadas a sério. “Não é mentira, não é brincadeira. Da outra vez, a mulher tentou falar e todo mundo achando que era brincadeira. Não é brincadeira, tá? Pelo amor de Deus, vocês não deixem as crianças de vocês sozinhas, porque a gente só acredita quando acontece com os filhos da gente. E é porque ela estava com uma de maior. Imagina se forem duas crianças pequenas? Esses caras levam a criança e a gente não sabe nem para onde foi. Esses caras não são daqui, porque o Fiat não é conhecido, entendeu? Porque o único Fiat branco que tem é o pessoal ali da Assembleia de Deus, e esse pessoal está vindo nesses horários”, conclui.
Diante da repercussão, a reportagem procurou a Polícia Civil para verificar a existência de registros oficiais relacionados aos supostos casos. Em resposta, a instituição informou que não há qualquer ocorrência formalizada sobre tentativa de sequestro ou desaparecimento de crianças no município.
“Não procede. A Polícia Civil soube desse assunto pela própria imprensa, ouviu a pessoa que gravou o áudio, mas não há nenhum registro de criança desaparecida ou tentativa. Ou seja, as informações não procedem”, declarou a assessoria.
O órgão acrescentou que, mesmo sem registro oficial, a situação está sendo verificada. “Apesar de as informações não procederem, a Polícia Civil de Acrelândia está averiguando para verificar se o assunto tem ligação com algum outro caso, mas as informações do áudio não procedem. Ninguém procurou a polícia para fazer qualquer registro”, completou.
A Polícia Civil reforçou ainda que qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente às autoridades. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Informações que possam contribuir com investigações podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181.
