Ícone do site Juruá Informativo

Programa revela como perícia desmontou farsa de tenente-coronel

0

Uma investigação implacável e silenciosa conseguiu furar o bloqueio de poder e autoridade no caso que chocou a Polícia Militar de São Paulo. Detalhes revelados neste domingo (29) pelo programa True Crime, do SBT News, mostram como o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto montou uma cena de suicídio para esconder o assassinato de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O oficial, que está preso, agora responde como réu por feminicídio após a perícia técnica destruir sua narrativa peça por peça.

📱 Participe do canal do ContilNet no Instagram

O delegado responsável, Lucas Lopes, explicou que a “perfeição” do relato do coronel foi o que primeiro acendeu o alerta. Enquanto o suspeito era extremamente detalhista em pontos convenientes, ele demonstrava uma frieza atípica e total desinteresse em saber onde o tiro havia atingido a esposa. “Ele não esboçava emoção, mantinha sempre o mesmo tom, com justificativas prontas”, afirmou o investigador.

A Ciência Contra a Mentira

A prova definitiva veio da balística e da análise de vestígios. A perícia constatou a ausência total de resíduos de pólvora nas mãos de Gisele algo que ocorre em quase 100% dos casos de suicídio por arma de fogo. Além disso, os respingos de sangue e a posição em que o corpo foi encontrado eram incompatíveis com um disparo efetuado pela própria vítima. A investigação também analisou milhares de horas de imagens e ouviu mais de 30 testemunhas em sigilo para evitar que o oficial usasse sua influência para interferir no processo.

LEIA TAMBÉM: 

Cruzeiro do Sul publica decreto com reajuste salarial para servidores da educação

Cotações do agro mostram Cruzeiro do Sul com estabilidade nos preços

Mais de 300 contribuintes do Acre recebem restituição do IR em lote de março 

Escalada de Violência

Para fechar o cerco, a polícia mergulhou na intimidade do casal através de mensagens de celular. O conteúdo revelou o que o delegado chamou de “ciúme patológico”. O comportamento do tenente-coronel seguia o padrão clássico do agressor: uma escalada que partia do carinho excessivo para o controle absoluto e a violência psicológica. Gisele vivia em uma redoma de posse que terminou da forma mais trágica possível.

O caso agora segue na Justiça, servindo como um marco de que, diante da perícia técnica moderna, nem mesmo patentes elevadas conseguem sustentar farsas contra a vida de mulheres.

Veja o vídeo: 

View this post on Instagram

Fonte: ContilNet

Sair da versão mobile