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Por que os EUA estão proibindo roteadores de fora do país

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A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira uma decisão que classifica todos os roteadores fabricados fora do país como risco de segurança nacional. A medida proíbe a importação de novos aparelhos vindos do exterior.

Quem já comprou roteadores estrangeiros pode continuar usando os aparelhos normalmente. As lojas também seguem autorizadas a vender modelos que foram aprovados pelas políticas anteriores da FCC. A regra vale apenas para produtos novos que ainda não passaram pelo processo de aprovação.

Com a decisão, os dispositivos entram na chamada Covered List, uma relação de itens considerados de risco à comunicação nacional. Ainda assim, como exceção, a FCC vai permitir que os roteadores presentes na lista recebam atualizações até 1º de março de 2027. O prazo pode ser estendido.

A mudança surge de um objetivo específico da estratégia de segurança nacional de 2025 da Casa Branca. O documento estabelece que “os Estados Unidos nunca devem depender de qualquer potência externa para componentes essenciais – desde matérias-primas até peças e produtos acabados – necessários à defesa ou economia da nação”.

Além disso, há preocupações relacionadas à China, que, segundo a Reuters, controla 60% do mercado americano de roteadores domésticos. Esses aparelhos conectam conectam computadores, telefones e outros aparelhos à rede de internet.

A FCC ainda afirmou que agentes mal-intencionados já exploraram brechas de segurança anteriormente, o que casou interrupção em redes, espionagem e até ataques direcionados.

As empresas que quiserem seguir importando roteadores para os EUA devem solicitar aprovação condicional para novos produtos junto ao Departamento de Guerra ou ao Departamento de Segurança Interna. Para conseguir essa aprovação, as companhias precisam apresentar um plano para transferir pelo menos parte de sua produção para território americano.

Roteadores que já estão à venda nos EUA podem continuar; medida vale para novas importações(Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Proibição de roteadores deve afetar marcas

Praticamente nenhuma marca conhecida por roteadores de uso doméstico produz atualmente nos Estados Unidos.

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A regra afeta tanto gigantes chinesas da tecnologia, como a TP-Link, quanto empresas americanas. NetGear, Eero e Google Nest têm sede nos EUA, mas fabricam seus produtos na Ásia. Pelo menos parte dessa atividade manufatureira acontece em regiões como Taiwan, que historicamente mantêm boas relações com os americanos.

Fonte: Olhar Digital

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