
Uma manhã de mobilização estudantil terminou em agressões e prisões nesta quarta-feira (25/03) no Colégio Estadual Senor Abravanel (antigo Amaro Cavalcanti), localizado no Largo do Machado, Zona Sul do Rio.
Estudantes que organizavam um protesto para pedir o afastamento de um professor acusado de assédio foram reprimidos por policiais militares acionados pela direção da unidade.
Entre os agredidos estão Marissol Lopes, de 19 anos, presidente da AMES-Rio, e Theo Oliveira, de 18 anos, secretário-geral da entidade.
Marissol relatou ter recebido dois socos e tido sua camiseta rasgada durante a ação. “A secretaria de educação prefere que as estudantes sejam assediadas do que ver a luta organizada”, denunciou a líder estudantil.
Detenções e Críticas à Militarização
Além dos dirigentes da AMES, João Herbella, diretor do DCE UFRJ, também foi detido. Segundo relatos, o motivo da sua condução teria sido o registro em vídeo da ação policial.
A SEEDUC-RJ justificou a presença da PM em nota, afirmando que a direção acionou a corporação de “forma preventiva para garantir a segurança”.
Com informações de A Verdade.Org
No entanto, entidades como a AMES e a AERJ questionam a necessidade de força policial contra jovens portando apenas cartazes e palavras de ordem, citando episódios recentes de truculência em outras escolas da Zona Sul, como o CE André Maurois em 2024.
Manifestação Convocada para Amanhã
O episódio ocorre na mesma semana em que se relembram os 58 anos do assassinato de Edson Luís pela ditadura militar. Em resposta à repressão no CE Senor Abravanel, o movimento estudantil convocou um grande ato:
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Quando: Quinta-feira (26/03).
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Onde: Em frente à Prefeitura do Rio.
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Horário: 14 horas.
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Pautas: Contra o assédio, a repressão policial e em memória de Edson Luís.