Ícone do site Juruá Informativo

Polícia Civil mira núcleo familiar de facção que movimentou mais de R$ 20 milhões

policia-civil-mira-nucleo-familiar-de-faccao-que-movimentou-mais-de-r$-20-milhoes

Polícia Civil mira núcleo familiar de facção que movimentou mais de R$ 20 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Showdown para desarticular um núcleo familiar ligado a uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar na região norte do estado.

Detalhes da Operação Showdown

As investigações, através da Operação Showdown,  apontam que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em um período de um ano e sete meses. Segundo os investigadores, os valores são considerados incompatíveis com a renda oficialmente declarada pelos suspeitos.

Ao todo, a Justiça expediu 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de empresas. As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e são cumpridas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.

A operação é resultado de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Cuiabá (Draco) e pela Delegacia de Alta Floresta, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Líder foragida

O principal alvo da operação é uma mulher apontada como líder de uma facção criminosa na cidade de Alta Floresta. Considerada de alta periculosidade, ela está foragida desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Familiares da investigada também são alvos da ação policial, entre eles o pai, a filha e o marido. De acordo com a polícia, eles atuariam como operadores financeiros do grupo, responsáveis por lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas.

Para ocultar a origem dos recursos, o grupo utilizava empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas. Além disso, explorava plataformas digitais de jogos de azar on-line, cujos ganhos eram apresentados como receitas legais.

Garimpo e extorsão

Outro braço do esquema investigado envolve a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta.

Segundo a polícia, o pai da líder da facção seria responsável por administrar a atividade. Ele também gerenciaria um bar que funcionaria como prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes.

O local, ainda de acordo com a investigação, serviria como base para extorsões contra garimpeiros e para a comercialização de drogas. O ouro extraído no garimpo também poderia ser utilizado para ocultar a origem de recursos ilícitos e reinseri-los no mercado formal.

Ostentação nas redes sociais

A filha e o genro da líder da facção chamaram a atenção dos investigadores pelo padrão de vida elevado.

Segundo a polícia, o casal ostentava imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem mantém um perfil em rede social com mais de 40 mil seguidores, onde publica fotos da rotina e de aquisições de alto valor.

Nome da operação

O nome Showdown faz referência a uma jogada de pôquer em que os jogadores revelam suas cartas ao final da rodada. A escolha faz alusão ao uso de plataformas de jogos de azar para a lavagem de dinheiro.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026 dentro da Operação Pharus, parte do programa estadual de combate às facções criminosas chamado Tolerância Zero.

Leia mais no BacciNotícias:

O post Polícia Civil mira núcleo familiar de facção que movimentou mais de R$ 20 milhões apareceu primeiro em Bacci Noticias.

Sair da versão mobile