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A investigação sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro no Brás, São Paulo, revelou detalhes que desmentem a versão de suicídio apresentada pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto.
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Segundo a Polícia Civil, o celular da vítima foi manuseado e desbloqueado minutos após ela ter sido baleada na cabeça, em horários que o oficial já havia acionado o 190.
O “Mosaico Probatório” da Perícia
Os laudos necroscópicos e a reprodução simulada no apartamento do casal foram fundamentais para a Justiça tornar Geraldo Neto réu por feminicídio:
Dinâmica do Crime: Gisele foi abordada por trás. O agressor usou a mão esquerda para apertar sua face/mandíbula e disparou com a mão direita encostada à têmpora da vítima.
Cena Manipulada: A arma foi encontrada presa a um dos dedos de Gisele, uma posição descrita como “inusual” para suicídios. Além disso, foram encontrados vestígios de sangue (luminol positivo) no box e nas paredes do banheiro, indicando que o autor tomou banho antes da chegada do socorro.
Com informações do O Globo.
Contradição Visual: A perícia tridimensional provou que, da porta do banheiro, era impossível visualizar o corpo na posição em que ele foi encontrado, desmentindo o depoimento do oficial.
Mensagens Apagadas e Histórico de Violência
A análise digital revelou que o tenente-coronel apagou conversas de seu aparelho onde o casal discutia a separação. No celular de Gisele, as mensagens recuperadas mostram que era ela quem desejava o divórcio e abria mão de bens: “Não quero nada seu… me viro pra sair tenho minha dignidade”, escreveu a soldado horas antes de morrer.
Depoimentos de colegas de farda também expuseram um comportamento controlador e abusivo de Geraldo Neto dentro do quartel-general da PM. Relatos indicam que ele utilizava sua patente superior para vigiar e desqualificar Gisele profissionalmente, chegando a agredi-la fisicamente nos corredores da corporação.
A Defesa
Os advogados do tenente-coronel mantêm a tese de suicídio e alegam que as mensagens foram descontextualizadas. A equipe jurídica recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a prisão preventiva, alegando exposição indevida da vida privada do investigado.
Fonte: ContilNet
