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Os filmes brasileiros que podem estar no Oscar 2027

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SigaGoogle DiscoverJamille Queiroz/Divulgação1 de 1 Imagem colorida do filme Feito Pipa, com Lázaro Ramos, e Yuri Gomes – Metrópoles
– Foto: Jamille Queiroz/Divulgação

O cinema brasileiro vive um momento de projeção internacional. Nos últimos anos, produções nacionais voltaram a ganhar espaço entre as principais do mundo e entraram novamente no radar do Oscar. Esse movimento reforça a força das histórias brasileiras no exterior e alimenta a expectativa por uma possível indicação na edição de 2027 — mas isso não garante presença na premiação.

Mesmo impulsionado pelos resultados de Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025), o caminho não é simples e envolve uma combinação de fatores que vão além da qualidade dos filmes. A safra de produções brasileiras segue crescendo, mas especialistas apontam que visibilidade internacional, estratégia e investimento continuam sendo decisivos para transformar potencial em indicação.

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Veja os filmes que podem estar no radar:

5 imagensFechar modal.1 de 5

Pôster do filme Feito Pipa, estrelado Lázaro Ramos, Yuri Gomes, Teca Pereira

Divulgação2 de 5

Elenco do filme Velhos Bandidos

Laura Campanella3 de 5

Amyr Klink com o ator Filipe Bragança que o interpretará no filme 100 dias

Divulgação/ Adriano Vizoni4 de 5

Cena do filme Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Grazi Massafera, João Guilherme, Silvero Pereira e Seu Jorge

Divulgação/Prime Video5 de 5

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai

Divulgação

Feito Pipa, de Allan Deberton

Gugu, um menino de 11 anos que sonha em ser jogador de futebol, vive uma relação de liberdade e afeto com sua avó, Dilma. Diante da fragilidade da saúde dela, ele tenta esconder a situação para evitar a separação e o reencontro forçado com um pai que não o aceita. Estrelado por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira.

Geni e o Zepelim, de Anna Muylaert

Inspirado na obra de Chico Buarque, o filme acompanha uma prostituta hostilizada pela cidade onde vive. Sua sorte muda quando um militar (Seu Jorge) ameaça destruir a região, a menos que Geni aceite se deitar com ele, colocando o destino de seus algozes nas mãos dela.

Velhos Bandidos, de Claudio Torres

Uma comédia de ação que acompanha um casal de assaltantes veteranos que planeja um último e audacioso assalto a um banco. Para o plano dar certo, eles precisam recrutar dois jovens criminosos inexperientes, gerando um conflito de gerações enquanto tentam realizar o crime perfeito. Estrelado por Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos.

Corrida dos Bichos, de Fernando Meirelles

Ambientado em um Rio de Janeiro distópico e tecnológico, o filme apresenta um universo onde o Jogo do Bicho evoluiu para uma corrida de parkour de alta performance. A trama segue um jovem que entra nessa competição perigosa para salvar a vida de sua irmã, enfrentando as castas que dominam a cidade. Estrelado por Rodrigo Santoro, Isis Valverde, Bruno Gagliasso e Matheus Abreu.

A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai

O documentário retrata meninas do sertão do Piauí equilibrando-se entre tradições familiares, desigualdade de gênero e sonhos de futuro.

100 dias, de Carlos Saldanha

Baseado na história real de Amyr Klink, o longa narra a épica travessia solitária do navegador pelo Oceano Atlântico Sul, em um barco a remo, partindo da África em direção ao Brasil. O filme é estrelado por Filipe Bragança.

Escola Sem Muros, de Cao Hamburger

A cinebiografia do político paulista Braz Nogueira (1928-2018) mostra como ele, com a ajuda de líderes comunitários, conseguem transformar uma escola repleta de violência urbana em um centro de lazer. A produção é protagonizada por Júlio Andrade.

Outras produções em destaque: 

Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães
No jardim do Ogro, de Leila Slimani
As Vitrines, de Flavia Castro
O Homem de Ouro, de Mauro Lima
Leila e a Noite, de Fellipe Barbosa

O que pode levar um filme ao Oscar

Para a crítica de cinema Isabella Faria, que integra o corpo de votantes do Globo de Ouro, o primeiro passo está nos festivais. Segundo ela, eventos como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza funcionam como vitrines globais, onde os filmes ganham projeção e atraem distribuidoras internacionais.

Já o crítico Marcio Sallem, que é votante no Critic’s Choice Awards, reforça que esse circuito é determinante para qualquer produção estrangeira que queira chegar ao Oscar. É nesses espaços que ocorrem negociações com empresas que levam os filmes ao mercado americano.

Mesmo assim, a presença em festivais não garante o sucesso na premiação. Isabella Faria destaca que o investimento em marketing tem peso central na disputa e que campanhas bem estruturadas aumentam a visibilidade entre os votantes, podendo impulsionar até filmes menos evidentes.

“Não adianta nada a gente ter um apelo internacional do tema, presença de nomes conhecidos se a gente não tiver dinheiro para colocar na campanha do filme. Às vezes o filme pode ser mediano e ser propagandeado como a melhor coisa do mundo. Então, na verdade, o que mais pesa pro filme brasileiro entrar na corrida do Oscar é dinheiro de campanha”, pontua a especialista.

Nos conteúdos das produções, também há um padrão. Marcio Sallem aponta que histórias com apelo universal, mas ancoradas em contextos locais, costumam ter mais força. Ele também destaca que diretores já consolidados facilitam o reconhecimento internacional e ampliam as chances de circulação.

Entre os nomes que chegam com mais peso na safra de 2026, estão Fernando Meirelles, Cao Hamburger e Anna Muylaert, todos com filmes prestes a estrear em 2026. Projetos como Corrida dos Bichos e 100 dias aparecem como apostas com maior alcance fora do Brasil, enquanto outros títulos podem enfrentar mais dificuldades dependendo do perfil.

Cena do filme Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Grazi Massafera, João Guilherme, Silvero Pereira e Seu Jorge

Há também ressalvas em relação ao circuito de festivais. Mesmo premiado em Berlim, Feito Pipa pode não ter o mesmo impacto na corrida, já que o evento não costuma influenciar o Oscar com a mesma força de Cannes ou Veneza.

“Acho um cenário cedo, ainda incerto para a gente escolher um título. Talvez quando nós tivermos em mente tanto a seleção dos filmes do Festival de Cannes e se há representantes brasileiros ou não, ou mesmo a seleção de Veneza, que também é um festival convidativo — foi de lá que veio Ainda Estou Aqui — aí poderemos ter uma resposta mais conclusiva para essa pergunta”, pontuou Sallem.

Quem vai decidir o filme que tentará uma vaga no Oscar de 2027 é a Academia Brasileira de Cinema. Para Isabella Faria, a decisão precisa considerar não apenas o valor artístico, mas principalmente o potencial de campanha e circulação internacional.

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Fonte: Metropoles

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