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Justiça absolve mãe que matou e mutilou homem que abusou de filha

Empresas ou pessoas com pendências legais, fiscais ou envolvidas em atos de corrupção, por exemplo, estão proibidas de patrocinar projetos públicos / Reprodução/Redes Sociais

Em um julgamento marcado por forte emoção no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Erica Pereira da Silveira Vicente.
Divulgação/MPPI

Em um julgamento marcado por forte emoção no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Erica Pereira da Silveira Vicente.

A juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti declarou a ré inocente das acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. O caso ocorreu em março de 2025, no bairro Taquaril.

A defesa sustentou que Erica agiu em legítima defesa de terceiro ao flagrar Everton Amaro da Silva, de 47 anos, sobre a filha dela, de apenas 11 anos, com as calças baixadas e tentando calar a boca da criança.

O Relato do Crime e a Tese de Defesa

Segundo o depoimento de Erica, o crime não foi planejado. Ela acordou com os gritos da filha durante a madrugada e, em um ato de desespero para proteger a criança, arrastou o agressor e desferiu golpes de faca e madeira.

Com informações do UOL.

  • A Acusação: O Ministério Público alegava que a ré teria dopado a vítima e agido com crueldade, incluindo a mutilação do órgão genital e a carbonização do corpo com a ajuda de um adolescente.

  • A Decisão: Os jurados acataram a tese de que a reação da mãe foi uma resposta direta e necessária à agressão sexual iminente contra a menor, afastando a natureza criminosa do ato.

“A ré agiu para interromper um crime bárbaro contra a própria filha dentro de sua casa”, defendeu a equipe jurídica durante o júri.

Erica Pereira estava presa desde março de 2025 e teve o alvará de soltura expedido após a decisão do júri | Foto: Reprodução / Ilustrativa

Proteção à Criança e Canais de Denúncia

O desfecho do caso reacende o debate sobre a proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Autoridades reforçam que casos de abuso devem ser denunciados imediatamente para evitar tragédias familiares.

Como denunciar abusos:

  • Disque 100: Direitos Humanos (gratuito e anônimo).

  • Conselho Tutelar: Procure a unidade mais próxima de sua residência.

  • Polícia Militar (190): Em casos de emergência ou flagrante.

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