Um crime de violência contra a mulher chocou a região de Planaltina, no Distrito Federal, na tarde da última segunda-feira (09). O motorista de aplicativo, Wellington Rezende, de 43 anos, apresentou-se voluntariamente à 16ª Delegacia de Polícia após matar a facadas sua ex-esposa, Luana Moreira. O agressor dirigiu até o pátio da unidade policial com o corpo da vítima dentro do veículo e informou aos agentes policiais sobre o ocorrido, sendo preso em flagrante.
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Luana Moreira tinha 41 anos, atuava como manicure e era mãe de três filhos. A perícia realizada pela Polícia Científica identificou ao menos três perfurações causadas pela arma branca, sendo que um dos golpes atingiu a região do pescoço da vítima.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para prestar socorro na tentativa de reanimação, porém a morte foi confirmada ainda no local da abordagem.
Wellington Rezende e Luana Moreira tiveram um relacionamento de mais de 20 anos || Reprodução: Redes Sociais
A motivação do crime
As investigações conduzidas pela Polícia Civil revelam que o suspeito teria planejado o crime. Wellington foi até a residência de Luana sob o argumento de que desejava conversar sobre uma possível reconciliação do casal, que manteve um relacionamento por mais de vinte anos. A vítima aceitou entrar no carro para conversar, momento em que o agressor pegou uma faca de açougueiro escondida debaixo do tapete do banco do motorista.
De acordo com o depoimento do delegado Richard Moreira, a vítima percebeu a arma e tentou sair do automóvel em movimento, mas foi impedida e golpeada. Durante o interrogatório, o réu afirmou que agiu motivado por uma suspeita de traição. O relato policial descreve momentos de crueldade, nos quais Luana, ainda consciente, suplicou por socorro e pediu que o ex-marido pensasse nas filhas do casal, recebendo uma resposta negativa antes de perder os sentidos.
Procedimentos judiciais
A arma utilizada no feminicídio foi localizada e apreendida pelos investigadores para integrar o inquérito. Wellington Rezende permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário, respondendo pelo crime de feminicídio qualificado por emboscada e motivo fútil.
A 16ª Delegacia de Polícia segue com os procedimentos para detalhar a dinâmica completa dos fatos e encerrar o inquérito que será encaminhado à Justiça do Distrito Federal.
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