A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu na última terça-feira (03), um homem de 34 anos, acusado de matar a própria prima em Divinópolis, na região Centro-Oeste do estado. O crime ocorreu na manhã do dia anterior, dentro do apartamento da avó de ambos. A vítima, Flávia Nunes, de 42 anos, era uma mulher trans que residia em Brasília e estava na cidade temporariamente para prestar cuidados à idosa.
Tentativa de fuga
O suspeito foi localizado pelas autoridades na rodovia MG-050 enquanto aguardava o transporte coletivo para a cidade de Abaeté, onde pretendia se esconder na casa de outros familiares.
A prisão foi efetuada após o recebimento de denúncias anônimas de cidadãos que reconheceram o homem e acionaram o serviço 190. De acordo com o Major Bittencourt, as diligências foram ininterruptas desde o momento do homicídio, contando com o suporte de câmeras de monitoramento para rastrear o trajeto do autor.
No momento da abordagem, o suspeito não ofereceu resistência e confessou a autoria dos disparos contra a própria prima.
Motivação do crime
Inicialmente, o agressor alegou que o crime teria sido motivado por um desentendimento familiar banal envolvendo um animal de estimação. Segundo sua versão, a vítima teria colocado o cachorro dele para fora do imóvel, o que gerou uma discussão. O homem afirmou ainda que a prima teria se armado com uma faca, momento em que ele reagiu.
Entretanto, a Polícia Militar aponta inconsistências graves neste no depoimento do suspeito. As investigações indicaram que o suspeito desativou o sistema de câmeras de segurança do apartamento antes de efetuar os disparos, o que sugere um planejamento prévio. Além disso, o fato de ele portar uma arma de fogo dentro da residência reforça a tese de que estava preparado para o ataque.
Histórico criminal
O investigado possui antecedentes criminais por agressão e lesão corporal, tendo deixado o sistema prisional há pouco tempo. A arma utilizada no homicídio foi encontrada enterrada em uma mata próxima ao local onde ele a escondeu cerca de quinze minutos após a execução do crime.
A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu o caso e conduzirá os próximos passos da investigação. Embora o suspeito sustente a tese de briga familiar, a corporação não descarta a possibilidade de o crime ter sido motivado por transfobia.
O homem permanece à disposição da Justiça, onde o inquérito seguirá para apurar todas as circunstâncias da morte de Flávia Nunes.
Em atualização*
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