Guerra no Oriente Médio faz petróleo disparar e combustível pode subir até R$ 0,35 no Acre

O alerta foi feito pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado instabilidade na economia mundial e já começa a refletir no preço dos combustíveis em diversas regiões, inclusive no Acre. Nas últimas semanas, ataques coordenados e restrições em rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz, contribuíram para a alta do petróleo no mercado internacional.

Nas últimas semanas, ataques coordenados e restrições em rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz, contribuíram para a alta do petróleo/Foto: Reprodução-Combu

O alerta foi feito pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre, que divulgou uma nota pública à imprensa nesta segunda-feira (9) explicando os impactos do cenário global no estado.

“A tensão no Oriente Médio, ocasionada pelo EUA, Israel e Irã, tem desencadeado uma série de mudanças globais na economia, sobretudo no preço do Barril de Petróleo, que já ultrapassou os 100 dólares”, diz um trecho da nota.

O conflito envolve operações militares diretas entre Estados Unidos, Israel e Irã, o que aumenta o temor de desabastecimento mundial. A região concentra grande parte da produção global de petróleo, e qualquer instabilidade tende a impactar diretamente os preços da commodity.

Como o Brasil adota uma política de preços alinhada ao mercado internacional, os efeitos também chegam ao país. No Acre, segundo o sindicato, os reflexos já começaram a aparecer nas compras realizadas pelos postos junto às distribuidoras.

De acordo com o Sindepac, “no Acre, os revendedores já tem sentido esse impacto ao comprar novos estoques das Distribuidoras. A informação é que já houve dois reajustes lineares (na gasolina e diesel) que juntos chegam a um aumento de 35 centavos no litro”.

Embora a Petrobras ainda não tenha anunciado oficialmente aumento nas refinarias, o valor praticado no mercado pelas distribuidoras privadas já apresentou elevação. Conforme destacou o sindicato, “oficialmente, ainda não foi anunciado um reajuste pela Petrobras, mas isso, conforme supracitado, já vem ocorrendo”.

Com o aumento no custo de compra, a expectativa é de que os consumidores percebam mudanças nos preços nos próximos dias. O Sindepac alerta que “é possível que as mudanças nos preços comecem a ocorrer nas bombas ainda essa semana, na medida em que novos estoques forem comprados pelos revendedores nas Distribuidoras”.

A entidade também destacou que os postos de combustíveis não têm poder para definir reajustes, funcionando apenas como a etapa final da cadeia de comercialização. A nota ressalta que “os revendedores são o último elo de comercialização dessa cadeia e não possuem qualquer ingerência nos preços que já vem reajustados de cima”.

O impacto final ao consumidor ainda é incerto e pode variar de acordo com fatores logísticos e operacionais. Segundo o presidente do Sindepac, Delano Lima, “não há, inclusive, como mensurar qual será o impacto real nas bombas, uma vez que isso depende de uma série de fatores (como logística, frete, Distribuidoras e custo operacional)”.

VEJA NOTA:

Guerra no Oriente Médio: entenda a pressão sobre os combustíveis no Acre

A tensão no Oriente Médio, ocasionada pelo EUA, Israel e Irã, tem desencadeado uma série de mudanças globais na economia, sobretudo no preço do Barril de Petróleo, que já ultrapassou os 100 dólares.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre, Sindepac, acompanha de perto esse cenário.

No Acre, os revendedores já tem sentido esse impacto ao comprar novos estoques das Distribuidoras. A informação é que já houve dois reajustes lineares (na gasolina e diesel) que juntos chegam a um aumento de 35 centavos no litro.

O Sindepac informa que, oficialmente, ainda não foi anunciado um reajuste pela Petrobras, mas isso, conforme supracitado, já vem ocorrendo.
Diante desses fatos, é possível que as mudanças nos preços comecem a ocorrer nas bombas ainda essa semana, na medida em que novos estoques forem comprados pelos revendedores nas Distribuidoras.

O Sindepac reforça que os revendedores são o último elo de comercialização dessa cadeia e que não possuem qualquer ingerência nos preços que já vem reajustados de cima.
Não há, inclusive, como mensurar qual será o impacto real nas bombas dos Postos de Combustíveis do Acre, uma vez que isso depende de uma série de fatores (como logística, frete, Distribuidoras e custo operacional).

Delano Lima
Presidente do Sindepac