Ex-servidor é acusado de drogar quase 250 mulheres durante falsas entrevistas por fetiche

Um ex-servidor público francês é acusado de drogar quase 250 mulheres com diuréticos durante falsas entrevistas de emprego, com o objetivo de forçá-las a urinar em público e registrar a situação. O caso envolve Christian Nègre, atualmente com 60 anos, investigado por fatos que teriam ocorrido entre 2009 e 2018.

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Segundo as acusações, ele marcava encontros sob o pretexto de oportunidades profissionais, oferecia bebidas às vítimas e, posteriormente, as convidava para caminhadas até que o efeito da substância provocasse necessidade urgente de urinar.

Relatos de vítimas

Uma das mulheres, Marie-Hélène Brice, relatou à imprensa britânica que, em 2016, foi convidada para uma suposta entrevista no Ministério da Cultura da França. Após consumir a bebida oferecida, ela passou a sentir necessidade súbita e intensa de urinar.

Sem acesso imediato a um banheiro público, o homem teria sugerido que ela se aliviasse ao ar livre enquanto ele a “protegeria” com um casaco. Segundo o relato, ele não desviou o olhar durante o episódio. A vítima afirmou que voltou para casa abalada e enfrentou um período de depressão.

Outra mulher, Anaïs de Vos, contou que viveu situação semelhante após encontro ocorrido em 2011 nos Jardins das Tulherias. Ela afirmou ter resistido a se aliviar ao ar livre, mas acabou perdendo o controle ao chegar a um café próximo ao Museu do Louvre.

Investigação e provas

Investigadores afirmam que Nègre registrava detalhadamente os episódios em planilhas eletrônicas, descrevendo desde o tempo de ação do medicamento até reações das vítimas. A polícia também alega que dispositivos apreendidos continham fotografias feitas sem consentimento.

Uma investigação formal foi aberta em 2019. Apesar da gravidade das acusações, ainda não há data definida para julgamento, e o suspeito permanece em liberdade enquanto o processo tramita.

Em 2023, o Estado francês foi condenado, em ação cível, a pagar indenização a sete supostas vítimas, embora o ministério não tenha sido considerado responsável como empregador.

Defesa e desdobramentos

Ao ser questionado anteriormente, Nègre teria admitido ter administrado diuréticos e tirado algumas fotos, mas contestado a extensão das acusações. Ele foi afastado do serviço público em 2019, mas continuou atuando no setor privado.

Advogados que representam parte das mulheres afirmam que a demora na tramitação do caso amplia o sofrimento das vítimas, classificando o prolongamento do processo como fator de agravamento emocional. O caso segue sob análise das autoridades judiciais francesas.

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