A derrota de Wagner Moura no Oscar 2026 repercutiu na imprensa internacional. Indicado na categoria de Melhor Ator pelo trabalho em O Agente Secreto, o ator brasileiro perdeu a estatueta para Michael B. Jordan, de Pecadores. Além disso, o filme de Kleber Mendonça Filho perdeu as outras três categorias que estava indicado, o que foi alvo de críticas de veículos internacionais.
O jornal britânico The Guardian classificou o desfecho como injusto. Em análise publicada após a cerimônia, o editor Owen Myers afirmou que a performance de Moura foi subvalorizada e que o ator poderia ter dominado a categoria em outro ano. Para ele, o brasileiro entregou uma atuação poderosa ao interpretar um ex-professor marcado pela ditadura e comentou sobre a produção ter sido esnobada.
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Jessie Buckley e Michael B. Jordan,
Mike Coppola/Getty Images
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Elenco do filme Uma Batalha Após a Outra recebendo o prêmio de Melhor Filme
Kevin Winter/Getty Images
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Paul Mescal e Wagner Moura
John Shearer/98th Oscars/Getty Images The Academy via Getty Images
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Conan O’Brien abrindo a cerimônia do Oscar
Kevin Winter/Getty Images
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Wagner Moura.
Reprodução/Oscar.
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Oscar 2026: Uma Batalha Após a Outra vence como Melhor Filme
Robert Gauthier / Los Angeles Times via Getty Images
“Moura — assim como Renate Reinsve, de Valor Sentimental — poderia ter dominado as categorias principais de atuação. Resta como consolo o fato de que mais cinéfilos do que nunca puderam conhecer o brilho de ambos”, avaliou.
O texto também destaca um contexto mais amplo envolvendo os filmes indicados na categoria de Melhor Filme Internacional e que vem ganhando espaço nas principais categorias da noite como Nada de Novo no Front, que levou quatro prêmios em 2023, e Anatomia de uma Queda, vencedor de Melhor Roteiro Original em 2024. Em 2026, no entanto, esse movimento perdeu força, com O Agente Secreto saindo sem vitórias.
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Na Espanha, o El País não abordou diretamente a derrota de Wagner, mas citou a reação do público brasileiro mesmo sem o filme vencer em alguma categoria. Mesmo diante da frustração, os fãs reagiram com bom humor.
Outros veículos também mencionaram a ausência de prêmios para o longa. O The Independent ressaltou que o filme brasileiro deixou a cerimônia de mãos vazias, apesar das indicações em categorias importantes. Já o Deadline chamou atenção para o fato de O Agente Secreto e Wagner Moura não terem levado estatuetas mesmo após uma temporada de premiações bem-sucedida.
Dias antes da cerimônia, o próprio The Guardian já havia elogiado o longa. O crítico Peter Bradshaw afirmou que o filme merecia vencer Melhor Filme e o descreveu como uma obra “incrivelmente sofisticada, excêntrica e prolixa”, destacando temas como amor, paternidade, tirania e reconciliação com o passado.
Para Bradshaw, a produção brasileira foi a que mais permaneceu em sua memória entre os indicados. “É inspiração pura”, escreveu o crítico.

