Um detento foi decapitado por um colega de cela no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, no último sábado (28). O autor do crime, porém, já tem histórico de violência dentro do sistema prisional.
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Rodrigo Galvão dos Santos, conhecido como “Rota”, é reincidente e acumula ao menos 16 faltas graves ao longo de mais de 20 anos de passagens pela cadeia. Em 2022, ele já havia participado do assassinato de outro detento dentro do mesmo complexo penitenciário.
Centro de Detenção de Pinheiro II, em São Paulo (Foto: Reprodução/Google)
Crime anterior
O caso ocorreu em 25 de agosto de 2022, na unidade III do CDP de Pinheiros. Na ocasião, Jefferon Lopes Ceroni se desentendeu com o preso Robson Santos de Carvalho.
Segundo as investigações, “Rota” foi chamado para ajudar Jefferon a conter a vítima. Utilizando um pedaço de lençol, os dois estrangularam o detento até a morte. O corpo foi escondido no canto da cela 401 durante a vistoria noturna, mas acabou sendo localizado posteriormente.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, Rodrigo “aderiu à motivação” do comparsa e aceitou participar do plano homicida.
O julgamento de Rodrigo Galvão dos Santos estava previsto para a última quinta-feira (26), mas ele não compareceu. Ele responde por homicídio qualificado.
Histórico no sistema prisional
Conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o detento acumula quase duas dezenas de faltas disciplinares graves ao longo de mais de duas décadas de idas e vindas ao sistema penitenciário.
Em depoimentos à Justiça, Rodrigo também afirmou integrar o Comando Vermelho e participar de agressões contra integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro das unidades prisionais. O histórico ainda menciona suposta ligação com o grupo Bonde do Cerol Fininho, apontado como rival da facção paulista, assim como ocorre com a organização criminosa de origem carioca.
Caso do homem decapitado
O preso é um dos responsáveis pela morte de Washigton Ramos Brito, de 32 anos. Com a ajuda de um outro colega de cela. Eles mataram o homem com uma lâmina de barbear para decapitar e arrancar os órgãos internos e orelhas da vítima, traços de crueldade comumente visto na facção criminosa Bonde do Cerol Fininho, rival do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O homicídio foi uma forma de vingança ao crime de Washigton, que foi preso por matar a mãe.
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