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Decisão judicial libera dois atletas do Vasco-AC presos em investigação de suposto estupro

A Justiça do Acre autorizou a libertação de dois jogadores ligados à Associação Desportiva Vasco da Gama que estavam presos no contexto da investigação sobre um suposto estupro coletivo ocorrido em Rio Branco. A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (10) pelo advogado Atevaldo Santana, responsável pela defesa dos atletas.

Foto/Reprodução

De acordo com o defensor, a decisão judicial marca um novo momento no andamento do caso. Em conversa com a imprensa, Santana avaliou que a determinação da Justiça representa o início do enfraquecimento das acusações apresentadas contra os jogadores investigados.

O advogado também relatou que a defesa foi comunicada sobre a soltura de dois dos atletas e interpretou a medida como um indicativo de que os argumentos apresentados no processo começam a ser considerados pelo Judiciário. Segundo ele, há expectativa de que o avanço das investigações e do processo judicial confirme a tese defendida pelos advogados, que sustentam a inocência dos envolvidos.

Ainda conforme Santana, existe confiança de que, com o decorrer do processo, ficará demonstrado que os jogadores não cometeram o crime investigado.

Relembre o caso

Os atletas Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior são investigados por um suposto estupro coletivo envolvendo duas mulheres em um alojamento do clube na capital acreana.

Erick Serpa foi o primeiro a ser preso, em flagrante, no dia 14 de fevereiro. Durante audiência de custódia realizada no dia seguinte, a prisão foi convertida em preventiva. Já os outros três atletas foram detidos no dia 16 de fevereiro.

O caso segue sob sigilo e é conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Informações preliminares indicam que as duas mulheres teriam ido ao alojamento do clube para um encontro inicialmente consensual com um dos jogadores. No entanto, segundo os relatos apresentados na investigação, elas teriam sido levadas de forma coercitiva a um quarto onde outros atletas estavam, momento em que teriam ocorrido os abusos denunciados.

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