Damares diz ter visto documentos “terríveis” e fala em suspeita de tráfico e estupro em festas

Senadora afirma ter acesso a papéis sigilosos, critica vazamento de conversas íntimas e diz que acionou a Polícia Federal e o STF

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Senadora afirmou que, como integrante do Congresso, teve acesso a documentos classificados. Foto: Reprodução

A senadora Damares Alves afirmou ter tido acesso a documentos sigilosos que apontariam indícios de crimes graves envolvendo possíveis casos de tráfico internacional de pessoas, drogas e estupro durante festas. Em declaração pública, a parlamentar disse ter ficado “profundamente indignada” com o conteúdo e informou que já protocolou ofícios junto à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal para que as suspeitas sejam investigadas. Ao mesmo tempo, Damares criticou a divulgação de conversas íntimas de um casal que circulam nas redes e na imprensa, classificando a exposição como uma “violência cruel e desnecessária”.

A senadora afirmou que, como integrante do Congresso, teve acesso a documentos classificados e que o conteúdo levantou suspeitas sobre possíveis crimes cometidos em eventos privados. Segundo ela, os papéis mencionariam a presença de mulheres estrangeiras e até possíveis vítimas menores de idade.

“Estamos falando de festas onde mulheres e possivelmente meninos podem ter sido vítimas de tráfico internacional, drogas e estupro. Se não há consciência, não há consentimento. Se há menores, há crime hediondo”, declarou.

Ainda de acordo com Damares Alves, o objetivo agora é esclarecer quem seriam as pessoas levadas de outros países e se houve participação de redes criminosas. A parlamentar disse que pediu formalmente apuração aos órgãos competentes.

Os ofícios foram encaminhados à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal, solicitando informações e eventuais providências sobre os fatos citados nos documentos.

Na mesma manifestação, a senadora também criticou a divulgação de conversas privadas que, segundo ela, teriam sido vazadas e amplamente compartilhadas. Para a parlamentar, o foco do debate público deveria estar na apuração de crimes graves e na proteção de possíveis vítimas.

“Conversa íntima entre um casal não é crime, mas a exposição pública disso é uma violência cruel e desnecessária”, afirmou.

Ao final da declaração, Damares disse que sua atuação busca garantir a proteção de possíveis vítimas e a responsabilização de quem eventualmente esteja envolvido em crimes. “Minha luta é pela dignidade da família e pela Pátria. Deus abençoe o nosso Brasil”, concluiu.