
O total de mortos no Irã em meio à guerra contra os Estados Unidos e Israel chegou a 787. A informação foi divulgada nesta terça-feira (03) pela mídia estatal iraniana, com base em dados do Crescente Vermelho, organização humanitária que atua no Oriente Médio e é ligada à Cruz Vermelha.
No quarto dia de confrontos na região, ao menos nove países já foram atingidos pela resposta iraniana aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel. Apenas nas últimas horas, houve mais dois ataques contra instalações americanas no Iraque e na Arábia Saudita.
O Departamento de Estado emitiu um alerta recomendando que cidadãos americanos deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o conflito não será uma guerra sem fim. Em entrevista à Fox News no fim da noite de segunda-feira (02), Netanyahu afirmou que a operação é rápida e decisiva. Segundo o premiê, as ações contra o Irã ainda podem se estender por algum tempo, mas não devem durar anos.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a ofensiva e disse que os ataques representam a “última e melhor oportunidade para eliminar a ameaça do regime iraniano”. Trump também afirmou que não descarta o envio de tropas ao território do Irã.
“Nós temos o mais forte e o mais poderoso exército do mundo, e nós vamos triunfar facilmente. Nós já estamos bastante à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for a duração, está tudo bem. Nós projetamos desde o início de quatro a cinco semanas, mas nós temos a capacidade de ir mais longe do que isso. Nós também projetamos quatro semanas para eliminar a liderança militar do Irã. E, como vocês sabem, isso foi feito em cerca de uma hora. Então, nós estamos muito à frente do cronograma.”
Irã fecha Estreito de Ormuz; Petrobras afirma que operações seguem seguras
Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã. — Foto: Reprodução/Nasa
Em relação ao cenário envolvendo o petróleo, a Petrobras informou que suas operações seguem seguras e com custos competitivos, amparadas por rotas alternativas fora da área de conflito no Oriente Médio.
De acordo com a estatal, não há, neste momento, risco de interrupção nas importações ou exportações da commodity.
Já o governo do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente atravessar o canal.
A medida foi tomada em meio à reação à morte do aiatolá Ali Khamenei. A principal rota marítima de escoamento do petróleo do Oriente Médio foi bloqueada pela Guarda Revolucionária do Irã.
O estreito concentra cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e é utilizado por navios que deixam o Golfo Pérsico, escoando grande parte das exportações de Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.
Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters confirmaram que, antes do bloqueio do estreito, a Guarda Revolucionária iraniana realizou um ataque com drones a um petroleiro que atravessava a passagem.
Os preços do petróleo e do gás dispararam, e as bolsas ao redor do mundo registraram queda. Ontem, o valor do barril de Brent chegou a subir quase 14%.