Césio-137: veja fotos reais do desastre que chocou o mundo

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SigaGoogle DiscoverReprodução/Agência Internacional de Energia Atómica1 de 1 Foto histórica de demolição de casas contaminadas pelo Césio-137 – Metrópoles
– Foto: Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

O acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, entrou para a história como um dos maiores desastres radiológicos do mundo e inspirou a minissérie Emergência Radioativa, da Netflix. A produção dramatiza a tragédia real, reconstruindo os acontecimentos que mobilizaram cientistas, médicos e autoridades, e resultaram na morte de quatro pessoas.

Veja fotos históricas do acidente com o Césio-137 e imagens recentes dos locais que ficaram marcados pela tragédia:

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Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica3 de 24

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

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Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

Reprodução/TV Anhanguera5 de 24

Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

Reprodução/TV Anhanguera6 de 24

Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)7 de 24

Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)8 de 24

Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 9 de 24

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal10 de 24

Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 11 de 24

Velório das vítimas

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)12 de 24

Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 13 de 24

Vítima do acidente se despede de parentes enquanto é levada para tratamento no Rio de Janeiro (RJ)

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 14 de 24

Equipe médica do HGG que cuidou das vítimas do Césio-137

Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia 15 de 24

Local onde rejeitos do Césio foram depositados

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)16 de 24

Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

Vinícius Schmidt/Metrópoles17 de 24

Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles18 de 24

Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

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Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

Vinícius Schmidt/Metrópoles20 de 24

Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles21 de 24

Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

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Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

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Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

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Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

Vinícius Schmidt/Metrópoles

A história retratada começa com a abertura de um aparelho de radioterapia abandonado, encontrado por catadores de materiais recicláveis no prédio onde funcionava o Instituto Goiano de Radioterapia. Após desmontarem parte do equipamento, eles venderam o material a um ferro-velho — decisão que deu início à contaminação.

Com a violação da cápsula de proteção, o material radioativo Césio-137 (137Cs) foi liberado. A substância, que emitia um brilho azul no escuro, chamou a atenção de quem teve contato com ela e acabou sendo manuseada e distribuída entre várias pessoas, ampliando rapidamente o alcance da contaminação pela cidade.

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Césio-137: o que aconteceu com o dono do ferro-velho palco da tragédia

Seis dias depois, o irmão do dono do ferro-velho visitou o local, se encantou com o brilho do material e levou fragmentos para casa. O próprio proprietário também compartilhou partes com conhecidos, aumentando ainda mais a exposição.

A situação só começou a ser compreendida quando pessoas que tiveram contato com a substância passaram a apresentar sintomas como náuseas, vômitos e mal-estar. Diante disso, a esposa do dono do ferro-velho levou o material à Vigilância Sanitária, o que permitiu a identificação da radiação e revelou a gravidade do acidente.

O desastre ocorreu em setembro de 1987 e desencadeou uma corrida contra o tempo para localizar focos de contaminação, isolar áreas afetadas e tratar as vítimas. Ao todo, 249 pessoas foram contaminadas e quatro morreram em decorrência da exposição ao material radioativo.

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Fonte: Metropoles