Césio-137: veja fotos reais de um dos maiores desastres radiológicos do mundo

Arquivo/Polícia Federal

Foto em preto e branco de Maria Gabriela, vítima do Césio-137, durante tratamento. Ela morreu pouco depois - Metrópoles
1 de 1 Foto em preto e branco de Maria Gabriela, vítima do Césio-137, durante tratamento. Ela morreu pouco depois – Metrópoles – Foto: Arquivo/Polícia Federal

O acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, voltou ao centro das atenções com o lançamento da minissérie Emergência Radioativa, da Netflix, na quarta-feira (18/3). Inspirada na tragédia real, a produção reconstitui o desastre que mobilizou cientistas, médicos e autoridades em uma corrida contra o tempo para conter a contaminação.

Considerado o maior acidente radiológico da história do Brasil, o episódio começou quando um aparelho de radioterapia abandonado foi retirado de uma clínica desativada e levado para um ferro-velho. Dentro do equipamento havia uma cápsula com Césio-137, material altamente radioativo utilizado em tratamentos médicos.

Veja fotos históricas do acidente com o Césio-137 e imagens recentes dos locais que ficaram marcados pela tragédia: 

Césio-137: veja fotos reais de um dos maiores desastres radiológicos do mundo - destaque galeria

Metrópoles

Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

1 de 19

Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

Reprodução

Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

2 de 19

Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

3 de 19

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

4 de 19

Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

Reprodução/TV Anhanguera

Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

5 de 19

Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

Reprodução/TV Anhanguera

Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

6 de 19

Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

7 de 19

Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

8 de 19

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal

Velório das vítimas

9 de 19

Velório das vítimas

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Local onde rejeitos do Césio foram depositados

10 de 19

Local onde rejeitos do Césio foram depositados

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

11 de 19

Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

12 de 19

Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

13 de 19

Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

14 de 19

Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

15 de 19

Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

16 de 19

Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

17 de 19

Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

18 de 19

Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

19 de 19

Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Ao abrir o dispositivo, moradores encontraram um pó azul brilhante que despertou curiosidade. Sem saber do perigo, o material acabou sendo manuseado e compartilhado entre familiares e conhecidos, espalhando a contaminação por diferentes pontos da cidade.

A crise mobilizou uma grande operação de emergência. Mais de 100 mil pessoas passaram por exames para verificar exposição à radiação, enquanto equipes especializadas trabalhavam para localizar focos de contaminação e isolar áreas afetadas.

Quase quatro décadas depois, o acidente ainda é lembrado como um marco na história da saúde pública e da segurança nuclear no país. As imagens registradas na época ajudam a dimensionar o impacto da tragédia, que transformou a vida de moradores e deixou marcas duradouras na cidade.