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Césio-137: quem é o físico vivido por Johnny Massaro em série da Netflix

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Césio-137: quem é o físico vivido por Johnny Massaro em série da Netflix

A série Emergência Radioativa, lançada pela Netflix na última quinta-feira (18/3), revisita um dos maiores desastres nucleares da história do Brasil: o acidente com o Césio-137, em Goiânia. Na trama, o ator Johnny Massaro dá vida a um personagem inspirado no físico Walter Mendes Ferreira (foto em destaque), uma pessoa central na identificação da tragédia.

Na vida real, Walter foi o primeiro profissional a perceber que não se tratava de um simples incidente, mas de um grave acidente radiológico. Utilizando dois detectores em momentos distintos, ele identificou níveis elevados de radiação, o que permitiu o início das medidas emergenciais e o diagnóstico correto das vítimas.

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Veja fotos reais do desastre radiológico:

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Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

Reprodução

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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

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Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

Reprodução/TV Anhanguera

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Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

Reprodução/TV Anhanguera

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Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

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Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

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Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal

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Velório das vítimas

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

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Local onde rejeitos do Césio foram depositados

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

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Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

Vinícius Schmidt/Metrópoles

A atuação do físico foi decisiva para conter os danos do acidente, que mobilizou equipes médicas, autoridades e especialistas de todo o país. Assim como na série, posteriormente, ele passou a integrar a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão responsável por coordenar ações relacionadas ao caso.

Décadas depois, o trabalho de Walter Mendes Ferreira segue sendo reconhecido. Em 2024, ele foi um dos homenageados com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, concedida pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Na ocasião, emocionado, o físico destacou o papel da médica Maria Paula Curado, a quem chamou de “audaciosa” pela atuação no isolamento dos pacientes durante a crise.

“Essa mulher merece o nosso agradecimento”, afirmou, ao relembrar o esforço coletivo de profissionais de saúde e técnicos da CNEN, que passaram meses longe de suas famílias para conter o desastre.

Na série, a médica mancionada por Walter pode ser uma representação da física Paula, interpretada pela atriz Clarissa Kiste.

A médica Paula fez parte da primeira equipe médica que atendeu os radioacidentados pelo Césio 137. Entre 1990 a 2006 foi coordenadora do Registro de Câncer de Base Populacional de Goiânia-Goiás. Atualmente coordena estudos de casos controle em cabeça e pescoço na América do Sul.

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