Césio-137: ator que protagoniza série não sabia que a história é real

Divulgação/Netflix

Johnny Massaro e Emergência Radioativa vestido com EPI amarelo - Metrópoles
1 de 1 Johnny Massaro e Emergência Radioativa vestido com EPI amarelo – Metrópoles – Foto: Divulgação/Netflix

Johnny Massaro protagoniza a minissérie Emergência Radioativa, da Netflix. A produção é inspirada na tragédia do Césio-137, que aconteceu em Goiânia em 1987. O ator, no entanto, não sabia que se tratava de um caso real antes de entrar na produção.

“Quando li a cena, a sinopse, achei que era ficção. Quando descobri que era verdade, foi um choque, porque se eu não conhecia. Talvez muita gente também não conheça”, disse ele em conversa com jornalistas.

A produção reconstitui o desastre que mobilizou cientistas, médicos e autoridades em uma corrida contra o tempo para conter a contaminação.

Veja fotos reais do caso:

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Metrópoles

Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

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Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia

Reprodução

Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137

Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica

Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

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Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137

Reprodução/TV Anhanguera

Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

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Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia

Reprodução/TV Anhanguera

Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

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Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

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Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

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Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta

Arquivo/Polícia Federal

Velório das vítimas

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Velório das vítimas

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Local onde rejeitos do Césio foram depositados

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Local onde rejeitos do Césio foram depositados

Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

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Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

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Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

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Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

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Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

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Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

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Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

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Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

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Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

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Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987

Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Relembre o caso

Considerado o maior acidente radiológico da história do Brasil, o episódio começou quando um aparelho de radioterapia abandonado foi retirado de uma clínica desativada e levado para um ferro-velho. Dentro do equipamento havia uma cápsula com Césio-137, material altamente radioativo utilizado em tratamentos médicos.

Ao abrir o dispositivo, moradores encontraram um pó azul brilhante que despertou curiosidade. Sem saber do perigo, o material acabou sendo manuseado e compartilhado entre familiares e conhecidos, espalhando a contaminação por diferentes pontos da cidade.

A crise mobilizou uma grande operação de emergência. Mais de 100 mil pessoas passaram por exames para verificar exposição à radiação, enquanto equipes especializadas trabalhavam para localizar focos de contaminação e isolar áreas afetadas.

Quase quatro décadas depois, o acidente ainda é lembrado como um marco na história da saúde pública e da segurança nuclear no país. As imagens registradas na época ajudam a dimensionar o impacto da tragédia, que transformou a vida de moradores e deixou marcas duradouras na cidade.