Caso de assédio em escola leva à prisão de diretor em Marechal Thaumaturgo

O caso ganhou repercussão local e mobilizou autoridades educacionais e policiais

Um diretor de escola pública em Marechal Thaumaturgo foi detido em flagrante na última segunda-feira (23), suspeito de assédio sexual contra uma adolescente dentro da própria unidade de ensino. O caso ganhou repercussão local e mobilizou autoridades educacionais e policiais.

Após o pagamento de fiança, o diretor foi liberado, mas seguirá respondendo a processo na Justiça: Imagem Ilustrativa

Diante da situação, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto se manifestou oficialmente e informou que adotou medidas administrativas logo após tomar conhecimento das denúncias. Entre as providências, o gestor foi chamado para prestar esclarecimentos iniciais.

“A Secretaria Municipal de Educação de Marechal Thaumaturgo, vem a público informar que ao tomar conhecimento de modo informal sobre suposto casos de assédio sexual praticados pelo gestor da escola Justiniano de Serpa relatados por adolescentes matriculadas na referida escola, solicitou o comparecimento do mesmo no gabinete do secretário para verificações administrativas iniciais e esclarecimentos devidos. O Mesmo se apresentou e expôs sua versão dos atos denunciados”, diz a nota.

Ainda conforme o posicionamento oficial, foi determinada a retirada do diretor de suas funções enquanto o caso segue em análise.

“Ainda que esta secretaria não tenha recebido nenhuma confirmação por parte dos órgãos responsáveis pela condução das investigações, foi tomado como medida administrativa cautelar, o afastamento do gestor do exercício das atribuições do cargo até ulterior deliberação”, afirma.

A Secretaria também destacou que possui mecanismos institucionais voltados à proteção de vítimas, embora os relatos não tenham sido formalizados por esses canais até o momento.

“Convém destacar que o município tem devidamente implementado a Escuta Protegida, sendo que há servidores na equipe da Secretaria de Educação que fazem parte do grupo da Escuta Protegida e até o presento momento os supostos atos denunciados não foram reportados a esse grupo como devido. Contudo, ressalta que esta Secretaria repudia qualquer ato de violação dos direitos da pessoa humana principalmente em ambientes públicos e fica a disposição para colaborar com os órgãos responsáveis pela condução das investigações dos atos denunciados, bem como de todos os envolvidos”, finaliza a nota.

A denúncia partiu de um grupo de estudantes, que procurou a Polícia Militar do Acre. A partir do relato, o suspeito foi localizado e preso.

Segundo o delegado Marcílio Laurentino, da Polícia Civil do município, as adolescentes relataram os episódios diretamente às autoridades policiais, o que deu início às apurações.

Após o pagamento de fiança, o diretor foi liberado, mas seguirá respondendo a processo na Justiça. “Vamos apurar todos os fatos para que condutas imorais e ilegais não fiquem impunes”, afirmou o delegado.