
O prefeito Tião Bocalom deu detalhes à reportagem do ContilNet, nesta segunda-feira (2), sobre sua conversa com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, em Brasília, ocorrida na última quinta-feira (26).
A agenda ocorreu em meio à crise entre o político e o partido, que não deu aval à sua pré-candidatura ao governo, visto que a sigla está em articulação para apoiar a vice-governadora Mailza Assis e, a partir disso, obter apoio à reeleição do senador Márcio Bittar.
Mesmo enfrentando resistência da executiva estadual do PL, Bocalom afirma que quer permanecer na legenda.
“Então, eu quero continuar dentro do PL porque é o partido com o qual me identifico; é o partido de direita de verdade, onde os valores e princípios que defendo são os mesmos que a sigla defende: o direito à liberdade de expressão e a garantia de poder defender princípios cristãos, como eu faço. Defendo a família, sou contra o aborto, sou contra as drogas; então, eu sou verdadeiramente de direita e, principalmente, sou a favor da iniciativa privada. Por isso, desejo continuar no PL”, pontuou o prefeito.
Bocalom entende que, se não houver espaço no partido, terá que deixá-lo. Ele confirmou que está em articulação com o PSDB e o Avante.
“Se de tudo houver algum problema, infelizmente eu teria que deixar o PL”, salientou.
Antes de ir a Brasília, Bocalom recebeu da executiva estadual do PL uma carta afirmando que o partido não tem interesse no seu projeto, sendo prioridade a reeleição de Bittar. O prefeito revelou que Valdemar ficou surpreso e triste com a situação, pois não tinha conhecimento do documento.
“Deixei muito claro ao nosso presidente, que ficou até mesmo triste em ver aquela carta que recebi do PL local. Ele não sabia da existência da carta. Ele pediu, inclusive, uma cópia e eu entreguei”, acrescentou.
Bocalom reiterou que Valdemar pediu uma conversa com Bittar para tratar da situação:
“Ele vai conversar com o nosso senador Marcio Bittar. Espero que dê tudo certo para que eu permaneça no PL, sendo pré-candidato e, futuramente, candidato a governador pelo nosso querido partido”.
O prefeito informou que vai aguardar até o próximo dia 30 de março para resolver o impasse partidário.
“Se não der certo e eu não conseguir permanecer no PL até o dia 30 de março — que é a minha vontade —, aí, evidentemente, nós já temos conversas encaminhadas junto ao PSDB e ao Avante”, disse.
“E, sim, foi feita a conversa com o presidente do PSDB, meu amigo desde 1997, Aécio Neves”, concluiu.

