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Bacabal: comandante revela hipóteses descartadas no desaparecimento de crianças

Bacabal: comandante revela hipóteses descartadas no desaparecimento de crianças

Mais de dois meses após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly (06), e Allan Michael (04), novas informações sobre as buscas vieram à tona. Em entrevista ao portal Metrópoles, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), Célio Roberto, revelou quais hipóteses já foram descartadas nas investigações sobre o caso ocorrido em Bacabal, no interior do Maranhão.

As crianças desapareceram em 04 de janeiro na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, e desde então mobilizam uma grande força-tarefa nas buscas.

Crianças não estariam mais perdidas na mata

Segundo o comandante, equipes realizaram uma varredura considerada científica em toda a área onde as crianças foram vistas pela última vez. A operação contou com cerca de 300 pessoas por dia, entre militares do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, da Polícia Militar do Maranhão e do Exército Brasileiro.

A região foi dividida em 45 quadrantes de aproximadamente 300 metros cada, permitindo que cada trecho da mata fosse percorrido e analisado com controle por aplicativo. Diante da inspeção completa da área, o comandante afirma que a hipótese de que os irmãos ainda estejam perdidos na mata foi descartada.

Ataque de animal também foi descartado

Outra linha de investigação considerava a possibilidade de as crianças terem sido atacadas por animais selvagens, já que desapareceram em uma região de mata densa. No entanto, segundo o comandante Célio Roberto, essa hipótese também foi descartada.

De acordo com ele, caso um ataque tivesse ocorrido, as equipes de busca teriam encontrado vestígios ou restos mortais durante as operações terrestres realizadas na região, o que não aconteceu.

Afogamento no rio foi investigado

Uma das hipóteses mais investigadas foi a de afogamento no Rio Mearim. Cães farejadores indicaram que as crianças estiveram em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”. A partir desse ponto, os rastros seguiram em direção ao rio.

A Marinha do Brasil realizou então uma operação de busca subaquática que percorreu cerca de 19 quilômetros do rio, sendo cinco quilômetros analisados de forma detalhada. Apesar da varredura intensiva, nenhum vestígio das crianças foi encontrado, o que levou as equipes a também descartarem a hipótese de afogamento.

Crianças desaparecidas em Bacabal

Foto: Reprodução

Sequestro ainda é considerado

Enquanto várias possibilidades foram descartadas, a hipótese de sequestro ainda segue sendo considerada pelas autoridades. Familiares acreditam que os irmãos possam ter sido levados da região. A avó das crianças, Francisca Cardoso, afirmou acreditar que alguém tenha retirado os pequenos da comunidade.

Desde o desaparecimento, denúncias chegaram à polícia relatando supostos avistamentos de crianças semelhantes aos irmãos em Belém e São Paulo, mas as investigações mostraram que não se tratavam das crianças desaparecidas.

Primo foi encontrado dias depois

No dia do desaparecimento, Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Anderson Kauan (08). Ele foi encontrado quatro dias depois, cerca de quatro quilômetros distante do ponto inicial.

Segundo o comandante, o menino estava sem roupas porque havia perdido cerca de oito quilos durante o período em que ficou perdido na mata. De acordo com o relato da criança, ele atravessou um charco, ficou molhado e acabou retirando as roupas após elas começarem a cair do corpo. As buscas pelos irmãos continuam.

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