Avó de crianças desaparecidas em Bacabal faz revelação após ser atropelada

O mistério sobre as crianças desaparecidas em Bacabal ganhou novos desdobramentos. Na última sexta-feira (27), a avó materna das crianças, Francisca Cardoso, e seu esposo, José Emídio, foram atropelados por uma caminhonete branca enquanto trafegavam de moto. O condutor fugiu sem prestar socorro.

​Atropelamento sob suspeita

​Internada com fraturas no punho e joelho, a avó de Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos) fez uma revelação perturbadora logo após o acidente: ela acredita que o atropelamento foi proposital. De acordo com Marli Cardoso, em entrevista ao reporter André Luis, Francisca afirmou categoricamente que o motorista “peitou” a moto de forma deliberada.

​Nesse sentido, o episódio levanta suspeitas de intimidação, já que ocorre às vésperas de o caso completar dois meses sem solução. José Emídio também segue hospitalizado com fratura exposta no joelho; ambos aguardam cirurgia.

Crianças desaparecidas em Bacabal. Foto: Redes sociais

​Vítima contesta tese da polícia: “Alguém levou meus netos”

​Pouco antes do atropelamento, Francisca Cardoso havia reforçado sua convicção de que os netos não se perderam na floresta. Em entrevista à jornalista Mary Coymbra, a avó declarou:

​”Isso não existe, essas crianças não estão perdidas na mata. Alguém levou os meus netos daqui e eu não vou desistir.”

​A tese do sequestro é compartilhada pelo avô e pela mãe das crianças desaparecidas  em Bacabal, Clarice Cardoso. A família mudou de opinião sobre as buscas na mata ao perceber que a distância e as condições do terreno tornariam improvável que crianças tão pequenas chegassem sozinhas a locais tão distantes.

​Inconsistências no caso Anderson Kauã

​As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro junto com o primo, Anderson Kauã (8 anos). Embora Kauã tenha sido encontrado três dias depois, o estado em que ele estava levanta dúvidas:

​Falta de lesões: Apesar de ter sido achado a quilômetros de casa em área de mata fechada e espinhos, o menino tinha apenas arranhões leves.

​Cenário suspeito: A avó notou, na época, que o neto não apresentava o desgaste físico esperado para quem andou descalço por dias em local de difícil acesso. Para a família, ele foi deixado no local por terceiros.

​O enigma do rio e a ausência de corpos

​A linha principal de investigação da polícia sugere afogamento, após cães farejadores sentirem o odor das crianças próximo ao rio. Contudo, a jornalista Mary Coymbra aponta falhas nessa teoria. “Aqui acontecem afogamentos, mas os corpos sempre aparecem. A Marinha percorreu mais de 19 km com sonar e nenhum vestígio foi encontrado”, relatou.

​Até o momento, não foi confirmado se a Polícia Civil de Bacabal abrirá um inquérito específico para investigar se o atropelamento da avó tem ligação com o desaparecimento das crianças.

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