A defesa de Pedro Henrique Espíndola afirma, na ação movida contra a TV Globo, que a apresentadora Ana Maria Braga seria uma “predadora de homens mais novos”. A expressão ofensiva aparece na petição inicial como um ataque direto à conduta da jornalista.
O trecho é usado pelos advogados para questionar a autoridade moral da apresentadora ao comentar o caso do ex-BBB. Na mesma ação, a defesa sustenta que Ana Maria teve papel central no que chama de “linchamento moral” e “tribunal televisivo” contra Pedro.
Um dos principais pontos citados é uma declaração feita pela apresentadora no dia seguinte à saída do participante do reality. Em seu programa matinal, ela disse: “Não terei o desprazer de entrevistar o Pedro”.
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Segundo a defesa, a manifestação não pode ser tratada como opinião pessoal, mas como uma “fala institucional”, com impacto direto na formação da opinião pública.
Os advogados afirmam que, por sua posição na emissora, Ana Maria “investigou, julgou e condenou” o ex-participante com uma única fala, antes de qualquer apuração definitiva.
Pedido de responsabilização
O processo pede que a apresentadora responda diretamente pelos danos alegados. Para isso, a defesa solicita que a Globo apresente os dados necessários para incluí-la formalmente no polo passivo da ação.
Segundo o texto, Ana Maria não teria sido apenas uma espectadora, mas uma “condutora da narrativa”, ao reforçar publicamente a versão negativa do ex-BBB.
A petição também menciona um suposto padrão de conduta da apresentadora, citando uma fala anterior em que ela teria dito que “bateria” em Ana Paula, outra participante de reality.
Além disso, os advogados afirmam que as declarações contribuíram para ampliar a exposição negativa de Pedro e intensificar o que chamam de “execração social”.

