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Advogado é acusado de invadir casa e espancar clientes; vídeo

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Advogado é acusado de invadir casa e espancar clientes; vídeo

Moradores do bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul de Manaus, denunciam uma sequência de agressões atribuídas ao advogado Chaygon Jonatha Caetano da Silva. Ele é investigado por supostamente planejar e participar da invasão de uma residência, onde duas jovens e familiares teriam sido atacados.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, formalizado no 16º Distrito Integrado de Polícia, o episódio ocorreu na tarde de 22 de fevereiro. Conforme o registro policial, o suspeito teria entrado no imóvel ao lado de Jean Carlos Pimenta da Silva, após pular muro da casa, iniciando em seguida as agressões físicas.

As vítimas foram identificadas como Aguila Vitoria Correa Cunha, de 21 anos, e a estudante Isabelly Vitoria Maia de Moraes, de 22. O caso foi enquadrado, inicialmente, como lesão corporal dolosa, ameaça, injúria e dano ao patrimônio. A denúncia também aponta que o investigado teria utilizado sua condição de advogado para tentar intimidar as envolvidas.

Família contratou advogado

O vínculo entre o suspeito e as vítimas teve início em junho de 2025, quando a família o contratou para conduzir um processo de inventário após a morte do pai de uma das jovens. A intenção, segundo relato, era resolver a partilha de bens de maneira consensual e sem disputa judicial.

Entretanto, conforme depoimento obtido, o andamento do caso teria enfrentado sucessivos atrasos. A família afirma que, passados cerca de quatro meses, não houve sequer o protocolo formal da ação, o que gerou insatisfação e cobranças por esclarecimentos. Em mensagens enviadas ao profissional, os clientes pediam explicações sobre a demora e o andamento do procedimento.

Ainda segundo a versão apresentada, após ser questionado, o advogado teria se afastado da causa sem comunicação adequada, deixando pendências tanto na esfera judicial quanto em tratativas extrajudiciais. O desgaste na relação se intensificou com tentativas recentes de contato que não teriam sido respondidas.

Paralelamente, um desentendimento familiar teria contribuído para acirrar o clima, antecedendo o episódio de agressão registrado na tarde do crime, que agora é alvo de investigação policial.

Câmeras de segurança

Imagens captadas pelo sistema de monitoramento da residência, instalado recentemente sem que o advogado soubesse, teriam flagrado toda a movimentação. O profissional costumava frequentar o imóvel havia anos e, segundo os moradores, conhecia os hábitos da família, o que torna o registro ainda mais relevante para a investigação.

Conforme os relatos apresentados à polícia, o suspeito teria deixado sua casa, passado para buscar Jean Carlos e, em seguida, seguido até o endereço das vítimas, onde as agressões teriam ocorrido. As gravações devem auxiliar as autoridades na apuração dos fatos e na confirmação da dinâmica do episódio.

Advogado e casa da família (Foto: Reprodução)

Vítima afirma que suspeito conhecia rotina da casa

De acordo com o depoimento de uma das vítimas, o suspeito teria conhecimento da estrutura do imóvel e acreditava que, ao pular o muro, não chamaria a atenção de vizinhos. Ele também saberia que a porta da cozinha costumava permanecer aberta, mas não teria sido informado sobre a instalação recente de câmeras de vigilância.

A violência foi classificada pelas envolvidas como um espancamento. Conforme o relato, uma das jovens teria sido atingida com socos, chutes, tapas e puxões de cabelo. Já o segundo investigado é apontado como responsável por conter outras pessoas presentes no local, permitindo a continuidade das agressões.

Ainda segundo a denúncia, quando uma das vítimas tentou registrar a cena com o celular e teria sido danificado intencionalmente. A suspeita é de que a destruição do equipamento tenha ocorrido para impedir a produção de provas.

Além dos ataques físicos, as vítimas afirmam ter sido alvo de ofensas verbais com palavras de baixo calão como:  “Puta e vagabunda”, o que também integra o registro policial e reforça as acusações de injúria no caso.

Mensagens e ameaças (Foto: Reprodução)

Suspeitos teriam feito ameaças

Segundo os relatos, antes de deixarem o imóvel, após a intervenção de familiares que tentaram encerrar a confusão, os dois investigados teriam feito ameaças de morte às vítimas. Mesmo depois de saírem do local, as intimidações teriam continuado por telefone. De acordo com a denúncia, o advogado teria ligado para parentes das jovens com frases provocativas e de deboche, reforçando o clima de medo.

As vítimas também afirmam que o suspeito teria demonstrado confiança de que não sofreria consequências judiciais por exercer a advocacia, declaração que será analisada pelas autoridades no curso da investigação.

Família busca responsabilização criminal e cível

O 16º Distrito Integrado de Polícia determinou a realização de exames de corpo de delito nas vítimas, além de perícia para avaliar os danos materiais, incluindo o celular destruído. A família relata viver sob constante receio diante das ameaças e busca providências na esfera criminal e cível, pleiteando reparação por danos morais e materiais.

O caso também deve ser encaminhado ao Tribunal de Ética da OAB Amazonas, uma vez que o OAB estabelece punições rigorosas para profissionais que adotem condutas incompatíveis com o exercício da advocacia, incluindo a possibilidade de exclusão dos quadros da instituição.

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