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Acre respira melhor: estudo aponta redução de 70% na poluição da Amazônia

Enquanto o Acre, Mato Grosso e Rondônia registraram melhora, estados como o Maranhão passaram a enfrentar maior impacto da fumaça,
Em 2024 o estado acreano enfrentou uma forte crise ambiental | Foto: ContilNet

O Acre apresentou melhora significativa na qualidade do ar em 2025, acompanhando a redução das queimadas na Amazônia Legal. Dados divulgados em estudo sobre a poluição atmosférica na região mostram que o estado teve forte diminuição nos dias consecutivos com ar considerado prejudicial à saúde, indicando um cenário menos crítico em comparação ao ano anterior.

Segundo o levantamento, elaborado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com instituições internacionais, o número de dias seguidos com alta concentração de fumaça no Acre caiu de 51, em 2024, para apenas 4 dias em 2025. A mudança está relacionada à redução dos focos de calor no sudoeste da Amazônia, área que inclui o estado. Com menos queimadas e influência do período chuvoso, a poluição perdeu intensidade nessa parte do bioma e passou a se concentrar mais no leste amazônico.

Enquanto o Acre, Mato Grosso e Rondônia registraram melhora, estados como o Maranhão passaram a enfrentar maior impacto da fumaça, chegando a 13 dias consecutivos de ar poluído. Os pesquisadores explicam que a poluição não desapareceu, apenas mudou de rota, acompanhando a dinâmica das queimadas e dos ventos que transportam partículas pela região.

O estudo aponta, ainda, que a área queimada em 2025 diminuiu consideravelmente em relação a 2024, reduzindo em cerca de 71% a presença de ar contaminado na Amazônia Legal. No ano anterior, episódios extremos chegaram a manter partículas nocivas suspensas no ar por até 138 dias em algumas áreas.

A Organização Mundial da Saúde relaciona a exposição ao material particulado fino, conhecido como PM2.5, a milhões de mortes anuais no mundo, além do aumento de doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão. O estudo também defende ampliar o monitoramento permanente da qualidade do ar para ajudar governos e comunidades a se prepararem melhor para períodos de incêndios florestais.

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