
A Amazônia registrou uma queda de 42% no desmatamento em fevereiro, que passou de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026, que equivale a 5 mil campos de futebol. No Acre, o desmatamento detectado em fevereiro foi de 3%, a menor porcentagem da Amazônia Legal, junto com o Maranhão.
Essa foi a menor área de floresta derrubada em fevereiro em oito anos, desde 2017. Os outros estados registram porcentagens mais altas: Mato Grosso (32%), Roraima (29%), Pará (23%), Amazonas (6%) e Rondônia (4%).
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 13 km² em fevereiro de 2026, o que representa uma redução de 7% em relação a fevereiro de 2025, quando a degradação detectada foi de 14 km².
Queimadas
O número de queimadas também diminuiu no Acre, que em 2026, chegou ao menor número de focos de queimadas dos últimos sete anos. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), verificados em 20 de março, apontam que o estado registrou apenas 4 ocorrências até a data, uma queda de 90% em relação a 2025, quando foram contabilizados 40 focos.
O resultado de 2026 representa o melhor desempenho desde 2020 e ocorre após um período de oscilações nos índices, com picos e reduções ao longo dos anos. Os dados mostram como o cenário variou até chegar ao patamar atual:
- 2020: 17 focos
- 2021: 8 focos
- 2022: 27 focos
- 2023: 9 focos
- 2024: 19 focos
- 2025: 40 focos
- 2026: 4 focos (menor índice da série)