
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apresentou notícia-crime ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra dirigentes da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval.
O chefe do Executivo mineiro aponta possível prática de racismo por intolerância religiosa durante o desfile da agremiação.
“A escola de samba destaca expressamente que as pessoas que professam a religião evangélica seriam rotuladas como ‘de extrema direita’, sendo menosprezadas numa forma de fantasia de latas de conserva”, diz o documento.
Zema denuncia escola de samba
A notícia-crime cita o presidente da escola, Wallace Alves Palhares, o presidente de honra, Anderson José Rodrigues, e o diretor carnavalesco, Tiago Martins.
Para o governador, a representação de integrantes da comunidade vestidos como “latas de conserva”, em referência a evangélicos, extrapolaria a liberdade artística e caracterizaria ofensa à liberdade de crença. Até o momento, não houve divulgação de posicionamento oficial da escola sobre a acusação.
