Na nova etapa da Operação Barco de Papel, a Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo que estavam dentro de uma mala lançada de um apartamento no 30º andar, em Balneário Camboriú (SC). A ocorrência foi registrada quarta-feira (11), enquanto os agentes cumpriam mandado de busca em um imóvel relacionado a alvos da investigação.
De acordo com a apuração, a mala foi atirada pela janela quando a equipe policial chegou ao local. Durante a ação policial, moradores perceberam cédulas espalhadas na área externa do prédio, e um vizinho foi visto juntando parte do dinheiro que havia caído. Todo o valor, no entanto, foi localizado em seguida pelos agentes e incorporado às apreensões da operação.
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Além do montante em espécie, a operação resultou na retenção de dois carros de alto padrão, celulares e documentos, materiais que agora passarão por análise. A ofensiva faz parte das diligências que investigam possíveis crimes contra o sistema financeiro ligados à administração de recursos da Rioprevidência. O objetivo é identificar e recuperar patrimônio que possa ter sido escondido ao longo do avanço das apurações.
Terceira fase é desdobramento de prisão de ex-presidente
A nova fase da Operação Barco de Papel surge como continuidade das apurações que resultaram, recentemente, na detenção do ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. As investigações avançaram após a Polícia Federal identificar movimentações consideradas suspeitas logo depois das primeiras diligências realizadas em janeiro.
Na avaliação dos investigadores, há sinais de que pessoas ligadas ao ex-dirigente teriam participado de ações para esconder bens, eliminar registros digitais e retirar documentos que poderiam interessar ao inquérito. Esses comportamentos passaram a ser analisados como possíveis tentativas de atrapalhar a coleta de provas.
PF define novas frentes de investigação
Com o material apreendido nas fases mais recentes da Operação Barco de Papel, a Polícia Federal direciona a apuração para pontos considerados centrais do caso. Os investigadores querem identificar os responsáveis pelas decisões que levaram às aplicações financeiras no Banco Master e entender como esses investimentos foram aprovados internamente.
A PF também apura se houve eventual concessão de benefícios irregulares a envolvidos nas operações e tenta rastrear o caminho do dinheiro após a liquidação da instituição financeira. Outro foco é mapear a atuação de pessoas que possam ter colaborado para esconder patrimônio ou movimentar valores de forma a dificultar o trabalho investigativo.
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