Um professor de educação física foi vítima de agressão por agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) na tarde de domingo (22), no calçadão da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O incidente aconteceu após o educador questionar a abordagem realizada por policiais a um homem em situação de rua.
Segundo relatos de Luan de Oliveira, um dos guardas teria ordenado que ele se afastasse, dizendo: “Sai fofoqueiro, está se metendo no nosso trabalho por quê?”. O professor respondeu: “Eu tenho o direito de perguntar, façam o trabalho de vocês direito”.
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Após uma breve discussão e o uso de um palavrão, Luan começou a se afastar dos agentes. Foi nesse momento que, segundo ele, começaram as agressões físicas, registradas em vídeo por transeuntes que passavam pelo local.
Desespero e resistência
O professor detalhou a violência sofrida por agentes, segundo ele, poucos segundos após se virar, recebeu um golpe de cassetete na coxa. Em seguida, quatro guardas teriam avançado sobre ele, derrubando-o no chão com chutes e tapas, e tentando imobilizá-lo com um mata-leão.
Em desespero, Lucas se agarrou a uma grade do calçadão para evitar ser colocado dentro da viatura da Seop. Ele contou que não sabia o que poderia acontecer e tentou se proteger com o primeiro objeto à mão. A namorada do educador também foi empurrada pelos agentes durante a confusão.
O caso gerou revolta entre populares, que se aproximaram para ajudar o professor. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra pessoas gritando: “Ele não fez nada, solta ele, isso é covardia”, enquanto questionavam a ação dos guardas.
Segundo o professor, os agentes tinham a intenção de conduzi-lo à delegacia na viatura da Seop, mas a intervenção de testemunhas e a repercussão do caso chamaram atenção para o uso excessivo de força contra cidadãos.
Advogada intervém e Polícia Militar é acionada
O professor relatou que, durante o confronto com agentes, recusou-se a ser levado em uma viatura que não fosse da Polícia Militar. Segundo ele, um dos guardas afirmou ser policial militar e apresentou uma identificação sem validade legal, gerando suspeita de tentativa de condução irregular.
Com o apoio de uma advogada que estava no local, Luan e os agentes envolvidos só foram conduzidos à 13ª DP (Ipanema) após a chegada da Polícia Militar. Na delegacia, segundo Oliveira, houve uma retratação mútua entre as partes e todos foram liberados em seguida.
Em nota, a Seop informou que por volta das 14h30 do domingo um cidadão questionou a atuação da equipe em relação a uma abordagem anterior feita a uma pessoa em situação de rua. A secretaria ressaltou que a pessoa abordada havia sido orientada de acordo com os procedimentos operacionais da pasta.
Seop emite nota
Em nota, a Secretaria de Ordem Pública (Seop) informou que o cidadão envolvido no incidente com agentes da equipe teria usado palavrões e ofendido os integrantes da operação. Por conta disso, foi dada voz de prisão por desacato.
Segundo a Seop, ao não acatar a determinação, o homem reagiu, e os agentes utilizaram os meios necessários e legais para imobilizá-lo e conduzi-lo à delegacia. A secretaria ressaltou que, como procedimento padrão, será aberto um processo administrativo para apurar todos os fatos.
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