O caso da morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após intoxicação por cloro adulterado em uma aula de natação na academia C4 GYM, no Parque São Lucas, em São Paulo, recebeu novos desdobramentos. Imagens das câmeras de segurança, mostram um homem manuseando o produto químico que pode ter causado o óbito da jovem.
As filmagens, analisadas pela equipe do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), registram o momento em que os baldes contendo os produtos químicos são manipulados antes de serem aplicados na piscina.
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De acordo com depoimentos de alunos e do gerente da academia à polícia, o responsável pelo preparo da mistura que é lançada na água é o manobrista da unidade, que passa a ser investigado como parte do caso.
Intoxicação por cloro adulterado na academia
O caso da academia C4 GYM, revelou que Juliana Faustino Bassetto e outras quatro pessoas internadas sofreram intoxicação causada por cloro adulterado. A informação foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9).
Segundo ele, o cloro adicionado à piscina estava misturado a uma substância química ainda não identificada, que pode ter contribuído para os sintomas graves e, no caso de Juliana, levado à morte.
“Não temos o laudo definitivo ainda. Mas, em um primeiro momento, a gente sabe que foi uma intoxicação por cloro misturado por algum outro produto”, disse Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de SP.
Alunos relatam forte odor químico
O incidente na academia C4 GYM, aconteceu durante uma aula de natação com nove pessoas presentes. Testemunhas relataram que os alunos sentiram um forte odor químico, acompanhado de ardência nos olhos, nariz e vias respiratórias, além de episódios de vômito.
Infelizmente, Juliana não resistiu. Ela foi socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas sofreu parada cardíaca e faleceu. O velório e o sepultamento estão previstos para esta segunda-feira, no Cemitério Quarta Parada.
Outras quatro pessoas precisaram de internação. Entre elas, o marido da vítima, Vinicius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos, que apresentaram complicações graves e foram encaminhados à UTI, enquanto outros dois pacientes, identificados como Eduardo e Tabata, receberam atendimento médico e já tiveram alta.
Homem manipula produtos químicos em academia (Foto: Reprodução)
Academia não possuía licença
A Academia C4 GYM, não possuía Auto de Licença de Funcionamento e apresentava condições de segurança consideradas precárias. Diante das irregularidades, a Subprefeitura de Vila Prudente interditou preventivamente o estabelecimento.
Segundo o delegado Alexandre Bento, os responsáveis pela academia fecharam o local após o ocorrido e não comunicaram o caso à polícia, mesmo com a unidade localizada em frente à delegacia. O delegado afirmou que a negligência contribuiu para o desfecho fatal de Juliana Faustino Bassetto.
Para realizar a perícia técnica e coletar amostras da água da piscina, as autoridades precisaram arrombar o imóvel. Em nota oficial, a direção da academia declarou que lamenta o ocorrido, prestou atendimento imediato às vítimas e está colaborando integralmente com as investigações.
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