Quase um mês após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), o caso entrou em uma nova fase. Com a área inicial de buscas considerada esgotada pelas equipes, o foco das autoridades agora está mais voltado para a investigação criminal e análise de possíveis pistas sobre o destino das crianças.
As operações em campo foram reduzidas depois que os pontos mapeados como prioritários passaram por varreduras intensivas e foi classificada como “saturada”. A partir de agora, o trabalho policial busca reunir informações, depoimentos e elementos que ajudem a esclarecer o que aconteceu no dia do desaparecimento.
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Neste sábado (31), o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, divulgou nas redes sociais imagens de uma nova mobilização das forças de segurança na região. Segundo ele, policiais militares, bombeiros e equipes especializadas continuam atuando, inclusive com suporte aéreo e cães farejadores para tentar localizar qualquer vestígio.
O gestor municipal destacou que a área é de difícil acesso, com trechos de mata fechada, o que torna as operações mais complexas. Mesmo com a mudança de estratégia, as autoridades reforçam que as diligências seguem em andamento.
Falta de vestígios amplia linhas de apuração
De acordo com autoridades de segurança, a inexistência de vestígios conclusivos permite considerar que as crianças possam estar vivas e em outro local. Por isso, além das ações em campo, o trabalho de inteligência ganhou reforço, com uso de drones, tecnologia de rastreamento e equipes especializadas preparadas para agir diante de qualquer nova pista.
A prefeitura de Bacabal afirma que nenhuma linha investigativa foi descartada até o momento. Entre as possibilidades avaliadas estão desde incidentes envolvendo animais silvestres até hipóteses como sequestro ou eventual deslocamento das crianças para fora da região, disse ao Metrópoles.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão mantém as equipes em alerta e destaca que operações de busca direcionadas podem ser retomadas rapidamente caso surjam informações relevantes. A colaboração da população é considerada fundamental, e denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.
Buscas no Rio Mearim foram encerradas
Quase um mês após o desaparecimento das crianças, as equipes de segurança ajustaram o plano de buscas diante da falta de resultados concretos. Uma das principais mudanças foi o encerramento das operações aquáticas no Rio Mearim, que vinham sendo realizadas como parte das tentativas de localizar pistas sobre o paradeiro das crianças.
Os cães farejadores chegaram a indicar um trajeto até a margem do rio, o que levou as autoridades a intensificarem as varreduras na área. Mesmo assim, nenhum indício relevante foi encontrado que confirmasse a presença das crianças no local.
Ao longo de cinco dias, forças de segurança realizaram buscas contínuas em um longo trecho do rio, com análises detalhadas em pontos considerados estratégicos. Após a checagem de locais sinalizados como de interesse, a linha de investigação relacionada ao curso d’água perdeu força.
Enquanto isso, as buscas em terra continuam sendo um dos principais focos. Informações repassadas pelas equipes indicam que extensas áreas de mata e regiões de difícil acesso já foram percorridas desde o início do caso, em um esforço para encontrar qualquer vestígio.
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