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Veja as mensagens entre dono de academia e funcionário que tratava piscina onde professora morreu

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Veja as mensagens entre dono de academia e funcionário que tratava piscina onde professora morreu

Trocas de mensagens obtidas pela TV Globo e pelo g1 mostram que um dos donos da academia onde uma aluna morreu após uma aula de natação, na Zona Leste de São Paulo, orientava um funcionário sobre a aplicação de produtos químicos na piscina.

De acordo com as investigações, o sócio Celso Bertolo Cruz trocava mensagens com o manobrista Severino José da Silva, que realizava a manutenção da água. Nos diálogos, o empresário indicava dosagens, com instruções como “Joga mais 6” e “Joga 2”, confirming que supervisionava o procedimento.

Celso afirmou em depoimento à polícia que apagou as mensagens após saber da morte da professora Juliana Bassetto, de 27 anos, alegando ter feito isso “sem pensar” e em estado de desespero.

Funcionário não tinha qualificação técnica

Segundo a investigação, Severino exercia a função de aplicar produtos químicos mesmo sem formação técnica específica, recebendo orientações por meio de aplicativos de mensagem. O sócio afirmou que possui certificado para manutenção de piscinas desde 2023 e que poderia supervisionar terceiros, mas não formar profissionais na área.

Outros dois sócios da academia confirmaram que foi Celso quem treinou o funcionário para executar o serviço.

Suspeita de liberação de gás tóxico

A principal linha investigativa aponta que a mistura inadequada de produtos químicos em um ambiente fechado e com pouca ventilação pode ter provocado a liberação de gases tóxicos. A suspeita é de que a exposição tenha causado o mal-estar dos frequentadores e a morte da professora.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o funcionário manipula os produtos pouco antes dos alunos passarem mal. Durante o preparo, uma fumaça branca é liberada próxima à piscina onde a vítima realizava a aula.

Histórico de problemas na piscina

Em depoimento, o responsável técnico reconheceu que a academia já havia registrado episódios anteriores envolvendo a qualidade da água. Em 2025, a piscina apresentou uma camada intensa de espuma, levando à suspensão temporária das aulas e à contratação de uma empresa especializada.

Posteriormente, a academia decidiu não renovar o contrato com a prestadora de serviços e manteve a supervisão da manutenção sob responsabilidade do sócio.

Indiciamento dos responsáveis

Os três proprietários da academia foram indiciados por homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de provocar a morte. A Justiça analisa o pedido de prisão apresentado pela Polícia Civil.

As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias da contaminação e eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

Veja a troca de mensagens

Fotos: Reprodução.

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