A Polícia Civil investiga o uso irregular de cloro na piscina de uma academia na Zona Leste de São Paulo após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. A jovem passou mal depois de participar de uma aula de natação e não resistiu.
- Veja as mensagens entre dono de academia e funcionário que tratava piscina onde professora morreu
Segundo as investigações, a quantidade de cloro utilizada no local poderia ser equivalente ao volume recomendado para uma semana inteira, mas teria sido aplicada em apenas um dia. A informação foi divulgada pelo delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso.
Além da morte de Juliana, outras seis pessoas também apresentaram sintomas após entrarem na piscina. Três delas chegaram a ser internadas, incluindo o marido da vítima.
A principal suspeita é que as pessoas tenham sido intoxicadas por gases liberados durante a manipulação inadequada do produto químico. O laudo pericial ainda está em elaboração e deve confirmar a causa exata do ocorrido.
Imagens de câmeras de segurança mostram uma fumaça branca saindo de um balde com a mistura usada para o tratamento da água momentos antes do início das aulas. Registros também flagraram alunos passando mal e pedindo ajuda.
Suspeita de falha no manuseio do produto químico
Durante depoimento, um funcionário que realizava a manutenção do espaço afirmou que fazia o procedimento seguindo orientações enviadas por um dos sócios da academia por aplicativo de mensagens. De acordo com a polícia, ele não possui qualificação técnica para a função e, até o momento, não foi responsabilizado criminalmente.
A investigação levou ao indiciamento dos três sócios da academia por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os responsáveis assumiram o risco de provocar a morte.
A polícia também apura possível tentativa de atrapalhar as investigações, incluindo atraso no depoimento do funcionário responsável pela manutenção da piscina.
O Ministério Público concordou com o pedido de prisão temporária dos empresários, e a Justiça ainda deve decidir sobre a solicitação.
Abalada, a mãe da professora lamentou a perda da filha e cobrou responsabilização. Segundo ela, a família enfrenta um momento de dor e incredulidade diante da tragédia.
A academia foi interditada pela Prefeitura enquanto o caso segue sob investigação.
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