O jovem Rodrigo Castanheira morreu neste sábado após 16 dias internado em estado gravíssimo em decorrência de uma agressão registrada em Vicente Pires, no Distrito Federal. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Albert Halex. Rodrigo estava em coma induzido desde o dia do ataque e não resistiu às complicações causadas pelo traumatismo craniano e por uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos.
Nas redes sociais, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury, tio de Rodrigo, lamentou a perda. “Não resistiu. Acabaram com uma pessoa maravilhosa de forma gratuita”, escreveu. De acordo com o hospital, o quadro clínico evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais, após sucessivas complicações durante o período de internação.
A agressão ocorreu no dia 23 de janeiro, após uma discussão iniciada por causa de um chiclete. Segundo a investigação, o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso se envolveu em uma briga com o jovem, que bateu a cabeça na porta de um carro durante a confusão. Com a confirmação da morte, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios avalia o enquadramento do caso como homicídio.
Pedro Turra está preso preventivamente desde 2 de fevereiro no Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda. Na última sexta-feira, 6 de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. O suspeito permanece em cela individual após relatar ameaças de outros detentos e de policiais. Em decisão, o desembargador Diaulas Ribeiro afirmou que a medida tem como objetivo preservar a integridade física do investigado. “Por enquanto, mantenho a prisão em cela individual, sujeitando-o às mesmas condições dos demais presos”, afirmou.
O que diz a escola
A escola onde Rodrigo estudava divulgou nota de pesar nas redes sociais. A instituição destacou o impacto da perda na comunidade escolar e afirmou que o jovem deixa lembranças e vínculos afetivos entre colegas e professores. A mensagem também reforçou o apoio à família neste momento de luto.
Além desse caso, a Polícia Civil investiga outras quatro ocorrências envolvendo Pedro Turra. Entre elas, estão uma briga registrada em junho de 2025 em uma praça de Águas Claras, a denúncia de uma jovem que afirma ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica quando ainda era menor de idade e uma agressão contra um homem de 49 anos em uma discussão de trânsito.
O Hospital Brasília Águas Claras informou que todos os protocolos previstos pelo Conselho Federal de Medicina foram seguidos para a confirmação da morte encefálica. Em nota, a unidade afirmou que prestou assistência integral à família durante o período de internação.

