O prefeito Tião Bocalom anunciou oficialmente no último mês sua pré-candidatura ao Governo do Acre para as eleições deste ano. Desde então, o cenário político estadual tem sido marcado por intensas discussões sobre apoios e alianças envolvendo o nome do gestor.
Durante um café da manhã promovido pela Câmara Municipal de Rio Branco nesta segunda-feira (2), que abriu oficialmente os trabalhos do Legislativo em 2026, Bocalom foi questionado sobre o apoio da sua base de vereadores. Atualmente, dos 21 parlamentares, a base do prefeito ocupa cerca de 70% das cadeiras do parlamento.

O prefeito Tião Bocalom anunciou oficialmente no último mês sua pré-candidatura ao Governo do Acre para as eleições deste ano: Foto/Reprodução
O prefeito comentou sobre a situação, considerando que muitos vereadores pertencem a partidos com nomes também cotados como candidatos ao governo. É o caso do Progressistas, partido da vice-governadora Mailza Assis, que possui seis representantes, a maior bancada da Casa. Apesar do impasse, Bocalom destacou que respeita a autonomia de cada legenda e reafirmou a confiança no apoio do PL, seu partido.
“Eu acredito que nós vamos ter apoio da maioria do povo. E os vereadores da nossa base, eu tenho certeza absoluta de que a grande maioria vai ficar com a gente. É claro que todo mundo tem seus partidos e, com isso, suas orientações partidárias. E uma coisa que eu sei fazer é respeitar a orientação partidária. Eu acho que os do PL, evidentemente, têm a tendência de ficar. Os dos outros partidos vão depender da orientação de cada partido. Isso eu entendo perfeitamente e acho que é a coisa mais natural do mundo. Agora é o teu negócio, né? Voto é voto, né? E no pé da orelha a conversa é outra”, disse.
Bocalom também respondeu sobre a possibilidade de contar com o apoio de deputados estaduais, deixando claro que ainda não manteve conversas sobre a pré-candidatura com parlamentares da Assembleia Legislativa do Acre.
“Não falei com nenhum deputado por enquanto. A gente tem conversado, mas não sobre essa questão da nossa candidatura. A minha relação com a base do governo do Estado é muito boa, graças a Deus. Conheço todos eles, são todos meus amigos. Eu acho que tudo isso vai ser na hora certa. Esse é um momento ainda, como eu acabei de colocar meu nome agora, de fazer o que eu sempre fiz: primeiro conversar com o povo direitinho. E isso, em função dos arranjos partidários, evidentemente, é coisa de última hora”, completou.
