Suzane von Richthofen: prima fala sobre fechaduras trocadas e carro furtado na casa do tio morto

A prima do médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em casa no Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, afirmou que o imóvel foi alvo de invasões após a morte dele, incluindo a troca das fechaduras e o furto de um carro que integra o espólio. Miguel era tio de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002.

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Em nota divulgada nesta segunda-feira (2), Carmem Silvia Magnani disse que as ações teriam ocorrido sem qualquer autorização judicial, após o falecimento do médico, registrado no dia 9 de janeiro. Segundo a defesa dela, a retirada de bens e a alteração no imóvel causam “profunda indignação” e reforçam a necessidade de que o inventário seja conduzido de forma legal e transparente.

“Causa profunda indignação a informação de que houve até troca das fechaduras do imóvel e subtração planejada de um veículo que faz parte do espólio sem qualquer autorização judicial prévia”, diz a nota assinada pelas advogadas Débora Cristina Vaccari e Marielli Helena Arruda.

Furto é investigado

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma denúncia de furto à residência do médico. O boletim de ocorrência foi registrado no último dia 20, quando policiais militares constataram que o imóvel havia sido invadido.

De acordo com a polícia, foram levados uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira, além de documentos e dinheiro. Uma das portas da casa estava arrombada, e a perícia foi acionada. O valor do dinheiro furtado não foi informado.

A morte de Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, ainda é investigada como suspeita, até a conclusão dos laudos da Polícia Técnico-Científica. A principal hipótese é de morte natural, possivelmente por infarto.

Disputa pelo inventário

O caso ocorre em meio a uma disputa judicial entre Carmem Magnani e Suzane von Richthofen pela condução do inventário dos bens do médico. Após a morte do tio, Suzane chegou a tentar liberar o corpo para sepultamento, mas não conseguiu, pois Carmem já havia realizado o procedimento.

Em nota, Carmem afirmou que foi responsável por todos os trâmites do sepultamento, respeitando os procedimentos legais, e que está colaborando integralmente com as autoridades, tanto na investigação da morte quanto nos fatos relacionados às invasões no imóvel.

Herança do médico

Miguel Abdalla Netto não era casado oficialmente e não tinha filhos. Ele deixou ao menos dois imóveis no bairro do Campo Belo: o sobrado onde morava e um apartamento. Pelo direito sucessório, sobrinhos podem pleitear a herança, o que inclui Suzane e o irmão dela, Andreas von Richthofen, desde que entrem com ação judicial.

Miguel foi tutor de Andreas após os assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, quando o sobrinho tinha 15 anos. Ele administrou os bens do jovem até a maioridade.

Ainda não há confirmação oficial sobre a existência de testamento, o que poderia alterar a divisão da herança.

União estável contestada

Carmem Magnani tenta na Justiça o reconhecimento e a dissolução de uma suposta união estável com Miguel, alegando que os dois viveram como casal entre 2011 e 2015. O médico, no entanto, sempre negou a relação amorosa e chegou a pedir judicialmente a reintegração de posse do apartamento onde Carmem morava.

Carmem Magnani alega que viveu em união estável com o primo

Em 2024, a Justiça determinou que Carmem deixasse o imóvel e pagasse aluguel mensal de mais de R$ 4 mil pelo período de ocupação. O processo de união estável ainda não teve decisão final.

Procurados, Suzane von Richthofen e os advogados de Miguel não comentaram o caso. A defesa de Andreas informou que ele também não irá se manifestar.

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