Suzane von Richthofen pode voltar para a prisão após nova denúncia; entenda

Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais em 2002, voltou a aparecer no noticiário após ser mencionada em uma denúncia de furto registrada por uma prima, Silvia Gonzalez Magnani. O boletim de ocorrência foi protocolado na Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (3).

De acordo com o registro policial, Suzane é suspeita de ter retirado da residência do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, alguns itens sem autorização. Entre os objetos citados estão eletrodomésticos, móveis e uma bolsa com documentos e dinheiro. Abdalla foi encontrado morto em sua casa no início de janeiro.

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A denúncia surge em meio a um impasse judicial envolvendo a divisão do patrimônio deixado pelo médico, estimado em aproximadamente R$ 5 milhões. Desde o falecimento, familiares disputam na Justiça quem ficará responsável pelo inventário e pela administração dos bens.

Suzane admite ter retirado objetos do imóvel

Um processo em andamento na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro indica que Suzane von Richthofen reconheceu ter entrado no imóvel do tio, Miguel Abdalla Netto, e retirado alguns bens. Entre os itens mencionados está um veículo Subaru XV. Ela também teria providenciado o fechamento do portão da residência.

Segundo sua versão apresentada no processo, a iniciativa teria sido uma forma de preservar bens que considera ter direito no futuro, antes da conclusão da partilha judicial do patrimônio. O caso está inserido no contexto de disputa pelo espólio deixado pelo médico aposentado.

Após o registro de boletim de ocorrência, Suzane passou a ser formalmente investigada por suspeita de furto. A apuração deve esclarecer se houve irregularidade na retirada dos objetos. Caso seja constatado crime, a situação pode impactar sua condição penal.

Suzane cumpre pena em regime aberto desde que progrediu do sistema prisional de Tremembé. Nessa modalidade, uma das exigências é não se envolver em novas infrações. Eventual descumprimento pode levar à reavaliação do benefício.

Boletim de ocorrência contra Suzane von Richthofen (Foto: Reprodução)

Disputas por herança marcam histórico familiar

A atual controvérsia judicial não é o primeiro episódio envolvendo Suzane von Richthofen e questões patrimoniais dentro da família. Após o crime que resultou na morte de seus pais, em 2002, ela tentou ter acesso ao patrimônio deixado por Manfred e Marisa von Richthofen, avaliado na época em milhões de reais.

Naquele período, o tio Miguel Abdalla Netto recorreu à Justiça e obteve decisão que impediu a sobrinha de usufruir dos bens. Agora, mais de 20 anos depois, o nome de Suzane volta a aparecer em uma disputa relacionada à herança, desta vez envolvendo o patrimônio deixado pelo próprio tio.

Silvia Gonzalez Magnani, prima de Suzane, afirma ter mantido um relacionamento estável com Miguel por cerca de 14 anos. Segundo ela, há documentos que comprovariam a união, e a intenção é buscar na Justiça o reconhecimento de seus direitos. Silvia também defende que o entendimento jurídico que afastou Suzane da herança dos pais seja considerado na análise do novo inventário.

De acordo com relatos, Silvia foi responsável por organizar os procedimentos relacionados ao sepultamento de Miguel. Suzane, por sua vez, não compareceu ao enterro do tio. A disputa segue em análise no Judiciário.

Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em casa

O médico aposentado Miguel Abdalla Netto faleceu em 9 de janeiro de 2026, na residência onde vivia sozinho, no bairro do Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O corpo foi localizado dias depois, já em estado avançado de decomposição, acomodado em uma poltrona dentro do imóvel. A descoberta ocorreu após um vizinho, que possuía uma cópia da chave da casa, perceber a ausência incomum de Miguel e decidir verificar a situação no local.

Miguel Abdalla Netto (Foto: Reprodução)

De acordo com o registro oficial, a causa da morte foi classificada como indeterminada, com solicitação de exames adicionais para esclarecimento. Por esse motivo, a Polícia Civil passou a tratar o caso como morte suspeita.

Miguel não deixou descendentes diretos, pais vivos ou cônjuge, e também não havia registro de testamento, o que contribuiu para a abertura de um processo de inventário e para a atual disputa judicial envolvendo possíveis herdeiros.

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